Rui Horta Pereira | Água e um pouco de areia fina

> 18 de Janeiro de 2015

MAP – Museu de Arte Popular (Lisboa)

Organização: Sérgio Parreira

Rui Horta Pereira (Évora, 1975), é o artista que encerra o ciclo de exposições de arte contemporânea do Projecto Travessa da Ermida no MAP que decorreu entre 2014 e 2015. Ao longo deste período, passaram pelo MAP os artistas Pedro Valdez CardosoVasco Araújo, Ana Pérez-Quiroga, Madalena éme e Miguel Palma, com obras emblemáticas dos seus percursos artísticos e, noutros casos, com obras cuja temática se alicerçou, precisamente, na história ou histórias do próprio museu.

Horta Pereira apresenta a peça “água e um pouco de areia fina” que consiste num tapete de grandes dimensões realizado com diversos fios e cordas de nylon usados em pesca que o artista recolheu em praias portuguesas, os quais são posteriormente tecidos de modo a criar uma trama. Se por um lado temos a apropriação de um material utilitário, e um modo de fazer cuja prática recai sobre métodos associados ao artesanal, por outro temos uma ação recolectora e é, precisamente, nesta performatividade associada à procura e encontro com o material que irá servir de base à feitura da obra que a práxis de Horta Pereira se define. O Artista busca recorrentemente no seu fazer o acaso, o erro e a surpresa como elementos basilares da sua metodologia e fazer artístico. Esta recusa de um plano pré-estabelecido que defina e assegure o controlo das diversas etapas que constituem a criação de uma peça de arte, criam um lugar incerto gerado pelo desconhecido e pela pulsão, o lugar do sublime.

+ info:

Rui Horta Pereira

Travessa da Ermida

MAP – Museu de Arte Popular

Rui Horta Pereira (Évora, 1975). É formado em Escultura pela FBAUL, desde 2000 que o seu trabalho se centra sobretudo na Escultura e no desenho. De como a construção do processo criativo não está dissociada da acção do criador, em todos os seus aspectos sejam éticos, sociais, ambientais e de como essa relação pode concretizar-se de forma eficaz. Tem realizado mostras individuais com regularidade e participado em mostras colectivas. Nos últimos anos teve igualmente apoios à criação de algumas entidades, das quais se destacam a Fundação Gulbenkian e a DG Artes, é representado pela Galeria 3+1. Das suas exposições individuais destacam-se ‘Around’, galeria Quadrum em Lisboa 2013, ‘Remanescente’ galeria 3+1 Lisboa 2011, ‘O frágil culto do desenho’, Torres Vedras 2011, ‘Tudo aquilo que cair da mesa para o chão’, Quase Galeria, Porto 2010; ‘Linda Fantasia’, Carpe Diem – Arte e Pesquisa, Lisboa, ‘Fio de Mão’, Espaço Avenida, Lisboa Artificializar, Giefarte, Lisboa 2009. Colaborações colectivas, Arco Madrid 2013, MCM, (com Claire de Santa Coloma) curador Eduardo Hurtado, Galeria Jose Robles, Jugada a 3 bandas 2012, Junho das Artes, comissariado por Filipa Oliveira Óbidos 2010. Está representado em algumas colecções particulares e públicas, Colecção Arte Contemporânea Tróia Design Hotel, Colecção Regina Pinho, Brasil, Colección Art Fairs SL, Espanha.


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(C) imagens: cortesia do artista e Travessa da Ermida.

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