Entrevista a Rui Calçada Bastos

Entrevista por Celina Brás a propósito da exposição ‘À luz sincera do dia’ patente no Museu de Arte Contemporânea de Elvas.

Realismo e intensidade poética

A vida constrói-se através do olhar e o olhar é esculpido pelo tempo. As fotografias são fragmentos de tempo que confirmam a realidade mas dão, também, espaço à encenação e ficção desse mesmo real. Calçada Bastos revela-nos uma curiosidade infinita e um encantamento por movimentos invisíveis, imperceptíveis ao olhar mais descuidado mas que no seu trabalho se manifestam de forma poética e continuada.

Como é a tua prática fotográfica?

Diária.

Nos teus trabalhos mais recentes parece existir a vontade de desacelerar o tempo obrigando-nos a um olhar mais profundo. Concordas?

Antes de falar desse conjunto de obras, acho importante referir que o processo de desaceleração do tempo, para um aprofundamento do olhar, faz parte da prática artística em geral. Neste caso, são, de facto, obras que surgiram durante um longo período de observação da paisagem urbana, que é, aliás, uma constante do meu trabalho, consequência de uma grande obsessão em decantar pequenos movimentos internos das cidades. (…)

Ler a entrevista completa aqui.

 

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