Novo ciclo de exposições: Pedro Tudela, Carlos Relvas, Ernesto de Sousa

O Palácio Vila Flor e o Centro Internacional das Artes José de Guimarães inauguraram, no passado mês de abril, o segundo ciclo expositivo de 2014, a saber: Esquírola de Pedro Tudela,  no Palácio Vila Flor, e as exposições Carlos Relvas – Um homem tem duas sombras e Ernesto de Sousa e a Arte Popular: em torno da exposição Barristas e Imaginários no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) .

A obra de Pedro Tudela – patente no Palácio Vila Flor – busca a reação do observador quando em contacto direto com o som e a imagem. Em Esquírola, Pedro Tudela opera num espaço multifacetado, abordando o som como matéria plástica, como médium de expressão. Expondo os objetos a múltiplas ambiências sonoro-musicais que penetram e alteram a sua apreensão, incentiva deslocações do centro de gravidade visual para zonas mais abstratas e variáveis de compreensão. Esta exposição não pretende realizar uma leitura histórica, nem fazer um cronograma abreviado de um longo percurso de exploração sobre as múltiplas conexões entre o campo sonoro, o visual e a palavra, tópicos trabalhados pelo artista. Apenas procura, numa realidade alheada, saturada, fugidia e movediça, quase insonorizada pelo excesso de discursos, de imagens e sons, abrir pequenos hiatos de inteligibilidade de uma produção artística vasta e singular, centrada no significado da audição. A exposição poderá ser visitada por um custo de 2 euros, de terça a domingo, até ao dia 29 de junho, sendo possível a marcação de visitas guiadas de terça a sábado. A exposição termina a 29 de junho.

piso 0 (salas 09 e 11) do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) dá a conhecer o universo autoral de Carlos Relvas, o qual se constitui seguramente como um dos mais fascinantes e obscuros casos de estudo do panorama artístico em Portugal. Nascido na Golegã em 1838, ali construiu um exemplar estúdio onde, entre 1862 e a sua morte, desenvolveu uma prática singular no campo da fotografia, pautada pela invenção e desenvolvimento de inúmeros procedimentos técnicos e por uma sistemática e obsessiva busca em torno das possibilidades da imagem. Esta exposição pode ser visitada até 8 de junho.

No piso -1 (salas 12 e 13) do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) encontra-se a exposição dedicada a uma das figuras mais apaixonantes e complexas da cultura portuguesa da 2ª metade do século XX. A presente exposição reativa as investigações de Ernesto de Sousa em torno da arte popular e da escultura portuguesa e tem como pano de fundo a exposição “Barristas e Imaginários: quatro artistas populares do Norte”, que o autor concebeu e apresentou na Galeria Divulgação, em Lisboa, em 1964, com obras de Rosa Ramalho, Mistério, Franklin Vilas Boas e Quintino Vilas Boas Neto. Esta mostra finaliza a 6 de julho.

+ info:

Pedro Tudela

Carlos Relvas

Ernesto de Sousa

Centro Cultural Vila Flor (Guimarães)

(C) imagens e texto: cortesia GUICUL

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