Ana Jotta, Pedro Casqueiro e Luisa Correia Pereira

Culturgest (Lisboa)

> 11 de Maio de 2014

Galeria 1:

Ana Jotta | A Conclusão da Precedente | Curador Miguel Wandschneider

Se há obra que se furta a qualquer linearidade cronológica, que despista constantemente a possibilidade de arrumação por fases ou períodos, é a obra radicalmente polimorfa de Ana Jotta (Lisboa, 1946). A Conclusão da Precedente é uma antológica do seu trabalho desde a retrospetiva que realizou no Museu de Serralves, em 2005. Porém, contrariamente ao protocolo habitual neste tipo de exposições, a abordagem adotada é eminentemente fragmentária, não sistemática, recusando desde logo a reconstituição das sucessivas séries ou famílias de obras através das quais a sua prática artística se foi processando e desdobrando nos últimos cerca de nove anos. A exposição não se limita, no entanto, a baralhar e a dar de novo. No seu cerne está um extenso núcleo composto por aquilo a que a artista chama “notas de rodapé”: uma parafernália de objetos e materiais impressos que ela foi reunindo na sua casa ou no seu ateliê, e que participam, de diferentes modos, mas sempre com uma função generativa, no seu processo criativo.

Conversa com Ana Jotta
Sábado: 22 de Março (17h)

Visita guiada por
Miguel Wandschneider

Sábado: 3 de Maio (17h)

+ info:

Culturgest (Lisboa)

Galeria 2:

Pedro Casqueiro | Marginalia | Curador Miguel Wandschneider

O que nesta exposição se dá a ver são obras que Pedro Casqueiro (Lisboa, 1959) foi fazendo, desde o início da década de 1990, em paralelo às rotinas da sua prática de ateliê, e à margem da produção de pintura pela qual foi sendo conhecido. São obras feitas de forma intermitente, ao sabor das circunstâncias, com grande espontaneidade – sem rede de proteção, digamos assim. Não por acaso, a maioria delas não teve qualquer exposição como destino; permaneceu no ateliê ou foi parar às mãos de amigos. Mesmo as peças que foram mostradas – por exemplo, as que fez em colaboração com Ana Jotta, incluídas na exposição conjunta na Galeria Alda Cortez, em 1994, ou as pequenas pinturas com imagens retiradas de um manual de truques de prestidigitação, apresentadas na galeria Módulo, em 1996 – constituem um flagrante desvio aos desenvolvimentos principais da sua pintura. Assim, esta exposição – que esteve patente na Culturgest do Porto no verão de 2012 – escreve direito por linhas tortas, proporcionando um encontro, ou reencontro, improvável (e auspicioso!) com o trabalho de Pedro Casqueiro.

Visitas guiadas por
Miguel Wandschneider

Sábados: 8 de Março e 19 de Abril (17h)

Galeria 2:

Luisa Correia Pereira | A Convocação de Todos os Seres | Curadores Gaëtan Lampo Miguel Wandschneider

Luisa Correia Pereira (Lisboa, 1945-2009) produziu, ao longo de quase quatro décadas, uma obra idiossincrática de pintura e de desenho, com notáveis fulgurações, mas que uma grande parte do mundo da arte desconhece ou à qual tem permanecido indiferente. A Convocação de Todos os Seres centra-se na obra gráfica (águas-fortes e águas-tintas, linóleos, xilogravuras, monotipias) de Luisa Correia Pereira, realizada entre 1971 e 1974, anos fundadores e fundamentais da sua prática artística, durante os quais viveu em Paris. Apesar da extraordinária importância deste conjunto de trabalhos no contexto da sua obra, a maior parte deles permaneceu inédita até à sua apresentação na Culturgest do Porto, no verão de 2011. Esta exposição, agora reposta em Lisboa, procura dar um contributo para a (re)descoberta da obra desta artista e para a reavaliação do seu lugar numa história da arte contemporânea portuguesa a necessitar urgentemente de outras narrativas.

Visitas guiadas por
Miguel Wandschneider

Sábados: 8 de Março e 19 de Abril (17h)

(C) Imagens e textos: cortesia de Culturgest, Fundação Caixa Geral de Depósitos, Lisboa, 2014.

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