O problema de Molyneux

Galeria Fortes Vilaça (S. Paulo, Brasil)

> 14 de setembro, 2013

‘O problema de Molyneux’ é a segunda exposição individual de João Maria Gusmao e Pedro Paiva na cidade de São Paulo (Brasil). 

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Gusmao-Paiva brochura-WEB

Gusmão e Paiva exploram referências ao existencialismo na tradição filosófica, à literatura metafísica assim como ao proto-surrealismo de Alfred Jarry. O título da exposição é extraído de uma questão filosófica, proposta por William Molyneux a John Locke sobre a recuperação da visão. Um homem nascido cego que sente a diferença entre formas, tais como uma esfera e um cubo, poderia também distingui-las pela visão  caso  pudesse começar a ver?  O problema é comentado por Locke no seu Ensaio acerca do Entendimento Humano sobre as bases do conhecimento e dos mecanismos de cognição da mente humana. Na primeira sala de exposição, oito esculturas de bronze propõem alegorias sobre a natureza das imagens, ilusões óticas e fenómenos físicos. Em Objetos Redondos que Parecem Quadrangulares, uma série de objetos circulares são conectados de forma que parecem ser quadrados sob certos ângulos. Ping Pong reproduz o movimento de uma bolinha quicando sobre o pedestal. Trilema de Münchhausen é uma imagem distorcida que também cria uma ilusão de tridimensionalidade sob determinado ponto de vista. Uma vez que aludem com humor à linguagem científica, estes objetos revelam a natureza narrativa da ciência e da filosofia em suas tentativas de apreensão do mundo. A segunda sala de exposição foi transformada numa grande sala de projeção com cinco filmes curtos em 16mm. Na grande tela as sequências se desenrolam em loop. Três sóis se põem entre rochedos, um homem cego devora um mamão papaia e frutos geometrizados rodopiam no ar como se fossem um sistema planetário. O ruído do projetor os filmes não têm som é uma lembrança permanente da materialidade das imagens.

João Maria Gusmão (Lisboa, 1979) e Pedro Paiva (Lisboa, 1978) colaboram criando objetos, instalações e filmes em 16 e 35mm desde 2001. Já participaram de diversas Bienais, tais como: 8ª Bienal de Gwangju, Coreia do Sul, em 2010; 53ª Bienal de Veneza, 2009, na qual representaram Portugal 6ª Bienal do Mercosul, Brasil, em 2007; 27ª Bienal de São Paulo, Brasil, 2006. Das suas exposições individuais, destacam-se, em 2011, Alien Theory, no Frac Île-de-France, Le Plateau, Paris; There’s nothing more to tell because this is small, as is every fecundation, no Museo Marino Marini, Florença; Tem gwef tem gwef dr rr rr na Kunsthalle Dusseldorf; e, em 2010, On the Movement of the Fried Egg and Other Astronomical Bodies, na Ikon Gallery, Birmingham.

(C) imagens: Cortesia (CourtesyGaleria Fortes Vilaça

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