André Sousa \ Galeria Quadrado Azul

André Sousa, Raio de Sol, 2007. Cortesia de Galeria Quadrado Azul.

André Sousa, Raio de Sol, 2007. Cortesia de Galeria Quadrado Azul.

Inaugura no próximo dia 6 de junho, na Galeria Quadrado Azul, em Lisboa a exposição: ‘A cantiga é de farra, tange o pandeiro, assobia-se no refrão’ de André Sousa. Ficará patente até 27.07.2013.

Apesar do tom festivo, a frase que nomeia a mostra – retirada da obra literária ‘Crime e Castigo’, de Dostoyevsky – refere-se a uma cena na qual uma velha égua cansada está prestes a ser apedrejada até à morte. Raskolnikov, personagem principal, em breve acordará do pesadelo.

 

Distante no tempo e no lugar.

Paisagens, arquitectura,

objectos de museu, figuras públicas,

e um sem sentido.

           Chão que tudo liga.

   

André Sousa nasceu no Porto, em 1980. Vive e trabalha no Porto. O artista tem vindo a questionar continuamente, através de diferentes meios como o vídeo, a fotografia, o desenho, a pintura, a escultura e a performance, não só as formas de criação e recepção das obras de arte, como também os processos de institucionalização do artista e do seu trabalho. André Sousa tem dado uma particular atenção aos distintos contextos e dispositivos de exposição, assim como aos canais de divulgação. Com um olhar crítico sobre a sociedade, o seu trabalho é influenciado por contextos de contracultura, por movimentos e atitudes anti-sistema, por subculturas. O espaço urbano da cidade do Porto tem sido, também, um motivo central, nomeadamente as marcas de convivência entre a urbanidade e a ruralidade, de uma ideia de urbanidade e de uma cultura juvenil. As ideias de trabalho colaborativo, de espírito colectivo, de partilha, de auto-organização e de auto-gestão atravessam, também, a sua prática artística. Para além de colaborar com outros artistas visuais, com artistas de rua, designers, músicos, familiares e amigos, tem sido, desde o início da última década, um protagonista activo do contexto artístico do Porto, estando envolvido na criação de espaços independentes como o PÊSSEGOpráSEMANA, o MAD WOMAN IN THE ATTIC, o Wasser-Bassin e o A Certain Lack of Coherence. As exposições individuais mais recentes incluem: Canas ao vento, folhas que voam, flores esmagadas, areias que dispersam…, organizada pela Fundação Manuel António da Mota, Porto (2012); e Satekpunkts (Ponto de fuga), no kim?, Contemporary Art Centre, Riga, Letónia (2012). Entre as exposições colectivas mais recentes, destacam-se: Primeira Avenida: Rua de sentido único, organizada pela Fundação de Serralves, no Porto (2013); Gótico, no Parkour, Lisboa (2012); formas e forças, na Galeria Quadrado Azul, Porto (2012); e knell dobre glas, na Galeria Quadrado Azul, Lisboa/ Porto (2012).

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