Philippe Van Snick: Através do tempo

NC

Philippe Van Snick, da exposição ‘Através do Tempo’. Cortesia da Galeria Nuno Centeno, Porto.

@ Galeria Nuno Centeno (Porto)

1 de junho > 1 de julho (2013)

A Galeria Nuno Centeno apresenta, pela primeira vez, em Portugal o artista belga Philippe Van Snick com a exposição intitulada “Através do Tempo”, que apresenta uma visão geral de alguns dos trabalhos mais marcantes da sua carreira.

A obra de Philippe Van Snick é complexa e ao mesmo tempo simples, é densa e transparente, concreta e abstracta. Esteticamente inspirado num “alfabeto” de dez cores e 10 números, Van Snick desenvolveu um modo de criatividade que continua a renovar-se constantemente, apesar das suas limitações auto-impostas, se não mesmo por causa delas.     

O artista tem trabalhado com o conceito de Tempo, especificamente com o dualismo entre o dia e a noite ou a claridade e a escuridão que significa a sua passagem. Para ele, a luz e a cor são ambas elementos científicos, descrições objectivas e ao mesmo tempo códigos subjectivos inspirados na experiência do quotidiano.

A suas obras exploram, analisam e criam espaço através de uma linguagem formal minimalista e pura. Van Snick convida o espectador a adoptar uma posição pessoal e autónoma, a analisar a sua experiência do espaço e a descobrir o significado que ele tem para si. Espaço, Imagem, olhar, espectador e a interpretação de todos estes aspectos, são as ideias centrais no trabalho de Van Snick. Por consequência, a superfície pintada nunca existe isoladamente, completa-se com a experiência física e espacial de cada espectador. Com facilidade se observam as influências do movimento Abstrato, Conceptual e sobretudo do Minimal na sua obra, que são personificados por artistas como Mondrian, Malevich, Ben Nicholson, Josef Albers, ou Rothko.    

O seu repertório inclui pinturas sobre tela e sobre parede, obras sobre papel e edições, onde o artista usa as cores primárias e secundárias e formas puras e simples orquestradas por ideais dinâmicos e matemáticos da matéria e da mente. Philippe Van Snick nasceu em Ghent, na Bélgica em 1946 e vive e trabalha em Bruxelas. Já participou em exposições de grupo e individuais, em lugares como a 48 ª Bienal de Veneza; Museum M, Leuven; CCNOA, Center for Contemporary non Objectif Art, Bruxelas; De Appel, Amesterdão; MuHKA Antuérpia; S.M.A.K., Ghent; Espace d’Art Contemporain, Lausanne; Witte de With, Roterdão; e Tatjana Pieters.

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