Mónica Mindelis | Sara Maia

Mónica Mindelis, Tormento, triste nuvem no pensamento, 100 x 145 cm, acrílico s.linho, 2012

Mónica Mindelis, Tormento, triste nuvem no pensamento, 100 x 145 cm, acrílico s.linho, 2012

Cara ou Coroa?

Bloco 103 (Lisboa)

> 23 de Maio a 29 de Junho (2013) 

Mónica Mindelis

Dentro desta barafunda de pinceladas que se sobrepõem, sinceras e portanto corajosas, com bichos por trás ou sem eles, fica-nos a coerência. 

Coerência, apesar da aparentemente desordenada e quase caótica tempestade. 

Tempestade que não pára. De quadro para quadro damos sempre com um diferente turbilhão de gestos e de cor que conseguem empolgar.

Não será isto a pintura? Na minha opinião é. Isto é a pintura. Profundamente expressionista e libertadora do que vai dentro da cabeça da Mónica Mindelis.

O segredo é esta pintura levar o espectador a ficar sem saber bem o que dizer… Gosto? Não gosto? Mas, no fundo, o que é isto? Intriga-me.

É isto que é muito importante a pintura ter: o inexplicável, o mistério eterno, que será o que lhe irá dar a eterna vida.

– Pedro Chorão, 2013

Sara Maia, não há pão, comam bolos, acrílico s.papel, 2013.

Sara Maia, não há pão, comam bolos, acrílico s.papel, 2013.

Sara Maia

Sara Maia é mestra no questionar. Utiliza a pintura como um meio narrativo. Confronta-nos na fronteira entre o real e o imaginário. Conhecemos o seu lado visceral, a exposição do absurdo, do insólito, dos recantos negros que manifestam uma crueza que não nos deixa indiferentes.

Nesta exposição sobressai uma outra Sara Maia, revelando ironia e crítica social, optando sempre por balançar numa linha fina que nos prende e questiona. É uma pintura do seu tempo, das questões e interrogações, em absoluto confronto com a ideia instituída do decorativo. É preciso desejar abraçá-la para se alcançar.

– Miguel Justino Alves, 2013

Leia a newsletter (Bloco 103)

(C) imagens: cortesia de Bloco 103 – arte contemporânea, Lisboa, 2013.

Anúncios