We May Not Be Perfect But Heaven Knows We Try

Manuel Caldeira, da exposição ‘We May Not Be Perfect But Heaven Knows We Try’. © Manuel Caldeira. Cortesia Galeria Giefarte, Lisboa, 2013.

Exposição de Manuel Caldeira

@ Galeria Giefarte (Lisboa)

> 17 Maio 2013

(…) Compostas por geometrias que se relacionam entre si no espaço delimitado por um passepartout oval, estas peças fazem precipitar todo o universo de referências que temos vindo a invocar na direcção de um momento histórico preciso e particularmente relevante no que às questões do ornamento e da abstracção diz respeito. Numa proximidade visual que não é inocente, e ao contrário do que acontece com as séries anteriores, estas obras de Manuel Caldeira instituem a memória do construtivismo russo como um dado a priori da sua experiência. Suplantando um quadro referencial que até agora se havia circunscrito ao plano estético-formal, esta aproximação invoca, sobretudo, um conjunto de noções de cariz político – ainda que falemos, aqui, estritamente de uma política artística e cultural.  1. (…)

(…) Não obstante, o sintetismo expressivo, a neutralização cromática, a ausência de modelação ou a enfatização da linha como elemento construtivo basilar, são atributos que nos dirigem directamente ao cerne da derradeira disputa moderna sobre o funcionamento, o valor e a utilidade da forma visual na implementação de uma filosofia artística que se imaginou perfeitamente isenta de questões de gosto e que se arrogou uma função e uma intervenção sociais efectivas. (…)

 Bruno Marchand, “A forma sobre a lei”, in “Antes que me lembre”, 2012.

+ info: Galeria Giefarte (Lisboa)

Manuel Caldeira (n. 1979) vive e trabalha em Lisboa.

Tem o Curso Avançado de Artes Plásticas do Ar.Co–Centro de Comunicação Visual, Lisboa. Na sua formação destaca-se, também, o Curso de Artes Visuais do programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística, Almada, o 1º ano do BA Fine Arts no Bournemouth Arts Institute, Bournemouth, Reino Unido e o Fine Arts Foundation Year, Byam Shaw School of Art, Londres, Reino Unido.

Expõe, individualmente, desde 2007. Participou em várias exposições colectivas, destaque para as que realizou em 2012: ‘Antes que me lembre’, Fundação Carmona e Costa, Lisboa; ‘Shoreline’, Centro das Artes, Sines; ‘Birds never die in mid-flight’, Galeria Alecrim 50, Lisboa; ‘Pop-Up’, Galeria Alecrim 50, Lisboa; 2011 ‘Repouso na Acção’, Galeria Alecrim 50, Lisboa; 2009 ‘Desenho’, Arte Contempo, Lisboa; 2008 ‘Quel Air Clair…’ – Obras da Colecção do Ar.Co, Palácio Galveias, Lisboa; 2007 ‘Pavilhão 24ª’ – Bolseiros e Finalistas do Ar.Co’06, Hospital Júlio de Matos, Lisboa; 2006; ‘Jorge Nesbitt – Manuel Caldeira: Pinturas em Colaboração’, Galeria de Colares, Colares; ‘João Miguéis – Manuel Caldeira: Obras sobre Papel’, Cubic-Arte Contemporânea, Lisboa; ‘Ar.Co – Bolseiros e Finalistas 05′, Museu da Cidade, Lisboa; 2000 ‘Summer Show’, Byam Shaw School of Art, concourse Gallery, Londres, Reino Unido. Encontra-se representado nas colecções do Ar.Co – Centro de Comunicação Visual e da Fundação Carmona e Costa.

nota 1. Sobre este tópico, sugere-se a consulta de Christina Lodder, Russian Constructivism, New Haven e Londres, Yale University Press, 1985.

(C) imagens: Cortesia de Giefarte, galeria de arte, Lisboa, 2013.

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