Miguel Palma | Desconforto Moderno

Miguel Palma, Projecto Gravidade, 2008.  video still que documenta a descida da Rampa do Caramulo por Miguel Palma. © Miguel Palma, 2013. Vídeo: António Caramelo. imagem cortesia do CCAG.

Miguel Palma, Projecto Gravidade, 2008. video still (documenta a descida da Rampa do Caramulo por Miguel Palma). © Miguel Palma, 2013. Vídeo: António Caramelo. imagem cortesia do CCAG.

@ Centro Galego de Arte Contemporánea

– Santiago de Compostela, Espanha

> 26 de Maio, 2013

Esta exposição traça uma trajectória da obra do artista e apresenta um corpo de trabalho que inclui vídeo, desenho, performance e instalação (uma complexa peça de engenharia), através dos quais Miguel Palma explora conceitos como o fracasso, o progresso, a destruição ou a degeneração, desafiando a ideia de uma sociedade tecnológica, moderna e supostamente avançada. As salas do CGAC (Centro Galego de Arte Contemporánea) estão repletas de maquetes de aviões, motores, automóveis e aparelhos astronómicos disfuncionais como manifesto de uma atitude de inconformidade com as problemáticas sociais.

Comissário: Miguel von Hafe Pérez

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Miguel Palma (n. 1964, Portugal)
Vive e trabalha em Lisboa (Portugal)

O seu trabalho explora questões relacionadas com o desenvolvimento tecnológico, a ecologia, a crença na imagem, o universo infantil e juvenil, entre outros. A sua obra desenvolve-se a partir de vários meios: desenho, escultura, instalação multimedia, vídeo e performance.

‘Pautado por um universo que remete a engenhos e máquinas, Miguel Palma trabalha, geralmente, dois mundos aparentemente distantes e que simbolizam as suas paixões quase até à obsessão. O automobilismo, a aviação, a ciência e a engenharia são áreas que fazem parte de um universo-jogo que o artista executa engenhosamente, trabalhando sobre a linha ténue que por vezes separa a produção artística destes outros domínios’. (ler aqui + dados biográficos)

Expõe, regularmente, desde 1988, a título individual, e a partir de 1993 em colectivo. A sua obra faz parte de várias colecções privadas em Portugal e a nível internacional. Encontra-se, também, representado em várias colecções públicas, entre as quais se destacam: Colecção Berardo (Portugal); Caixa Geral de Depósitos (Portugal); Circulo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) (Portugal); Centro Galego de Arte Contemporánea (CGAC) – Santiago de Compostela, (Espanha); Centre de Crea (França); FRAC – Rhône Alpes, (França); FRAC – Orleans, (França); Fundação Ilídio Pinho (Portugal); Fundação PLMJ – Lisboa, (Portugal); Fundação de Serralves – Porto, (Portugal); Fundação Calouste Gulbenkian – Lisboa, (Portugal); Fundación ARCO – (Espanha); Instituto das Artes (IA) – (Portugal); MUDAM (Luxemburgo). 

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Links:

Miguel Palma

CGAC (Centro Galego de Arte Contemporánea)

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Algumas considerações sobre o trabalho de Miguel Palma:

‘A eficácia de um comboio, de um carro ou de um avião, a beleza das suas formas, a sustentação da mobilidade enquanto sintoma primeiro de um salto civilizacional sem precedentes, são a face de uma moeda que virada revela o ferro contorcido trespassando a fragilidade da nossa carne, as estradas que violentam paisagens que deveriam ser protegidas ou, a poluição que todos tentamos esconder por debaixo dos nossos tapetes.

Miguel Palma opera nos interstícios deste paradoxo. Sem falsos moralismos, transmite-nos essa dualidade em dispositivos que são tão eficazes na sua desenvoltura conceptual, quanto perturbantes pela sua complexidade construtiva. (…)’

– Apologia do refém esclarecido por Miguel von Hafe Pérez

(…) JM – De que forma, a eficácia ou o lado demonstrativo dos mecanismos e soluções técnicas que habitualmente utilizas, determinam a dimensão escultural ou instalação das tuas obras?

MP – Como noutros trabalhos, tudo resulta de uma série de negociações, de compromissos e diálogos entre a possibilidade física ou o desenho e a própria construção dos mecanismos, das “máquinas”. Neste trabalho isso aconteceu com a ajuda de um biólogo marinho. Noutros casos, trabalho com pessoas especializadas noutras áreas. Esão sempre projectos em que não sou eu quem decide como tudo vai funcionar. (…)

– entrevista ‘Entre a arte e a ciência: Uma escultura com funções’ por José Marmeleira

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(Galego)

Este conxunto de traballos que compilan a traxectoria do artista portugués, inclúe vídeos, debuxos, performances e instalacións de complexa enxeñería, cos que Miguel Palma formula conceptos como o fracaso, o progreso, a destrución ou a dexeneración, desafiando a idea dunha sociedade tecnolóxica, moderna e supostamente avanzada. As salas do CGAC énchense de maquetas de avións, motores, automóbiles e aparellos astronómicos disfuncionais como manifesto dunha actitude non conforme coas problemáticas sociais. 

(Castelhano)

Este conjunto de trabajos que recopilan la trayectoria del artista portugués, incluye vídeos, dibujos, performances e instalaciones de compleja ingeniería, con los que Miguel Palma formula conceptos como el fracaso, el progreso, la destrucción o la degeneración, desafiando la idea de una sociedad tecnológica, moderna y supuestamente avanzada. Las salas del CGAC se llenan de maquetas de aviones, motores, automóbiles y aparatos astronómicos disfuncionales como manifiesto de una actitud no conforme con las problemáticas sociales.  

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© imagens: cortesia do CGAC (Centro Galego de Arte Contemporánea)

Créditos das imagens sem legenda:

(1) Miguel Palma, Black Widow, 2012 (Detalle), Maleta de cartón, Citroën DS en miniatura e corda, 50 x 65 x 45 cm, Maleta de cartón, Citroën DS en miniatura y cuerda, 50 x 65 x 45 cm. © Miguel Palma.

(2) Miguel Palma, Little Boy, 2007, Turbina, maqueta de avión, estrutura de ferro e instalación eléctrica, 226 x 470 x 260 cm, Turbina, maqueta de avión, estructura de hierro e instalación eléctrica, 226 x 470 x 260 cm. © Miguel Palma. Fotografía: Daniel Malhão.

(3) Miguel Palma, Bipolar, 2007 (Detalle), Madeira, varios metais, cables de aceiro, acrílico, lámpadas, sistemas eléctricos, bambú e pintura acrílica, 200 x 200 x 160 cm, Madera, varios metales, cables de acero, acrílico, lámparas, sistemas eléctricos, bambú y pintura acrílica, 200 x 200 x 160 cm. © Miguel Palma.

(4) Miguel Palma, Bypass, 2012, Raíces de árbore, cables de aceiro, tubos e balde Medidas variables, Raíces de árbol, cables de acero, tubos y cubo, Medidas variables. © Miguel Palma.

(5) Miguel Palma, Montanha de ferro, 2004, Ferro galvanizado, 70 x 155 x 120 cm, Hierro galvanizado. Colecção particular. © Miguel Palma 2013.

  

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