Carpe Diem Arte e Pesquisa (várias exposições)

 

Gabriela Albergaria 

Irit Batsry 

 João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira

 Nelson Leirner 

Valter Ventura 

Videobrasil

@ Carpe Diem Arte e Pesquisa (Lisboa)

> 25 maio, 2013

Gabriela Albergaria: Fingidos

‘Durante muito tempo esta arte foi mal entendida. Dizia-se: «fingia-se porque não havia dinheiro para usar materiais nobres (a pedra ou a madeira)»; esquecendo que os gregos fingiam mármore para recobrir o mármore de muitos dos seus templos, e que os romanos fingiam tijolo para recobrir o imolo burro de alvejarias. Porquê? Certamente que não por tolice ou ignorância, mas sim porque se conseguia proteger, deste modo esses monumentos, cobrindo-os com um revestimento que assegurava duas importantes funções: a estética, e a de uma «camada sacrificial» que sofria os principais embates atmosféricos, sendo por isso ciclicamente reparada ou renovada, garantindo a continuidade futura do edifício.’ (1)

Trata-se de um projecto composto por dois desenhos. Os desenhos desconstroem uma receita antiga de como imitar madeira de pinho numa técnica associada à decoração chamada escaiola ou fingidos. Uma das peças é um texto desenhado retirado da receita, com as cores e percentagens usadas para imitar a cor da madeira de pinho. O outro desenho representa a forma de uma lâmina de madeira de pinho, feito a lápis verde sobre papel colocado sobre uma porta de interior vulgar (com folha de madeira natural de Pinho com o interior em estrutura alveolar cartonado, com as dimensões de 204 x 73 cm). A execução dos desenhos aproxima-se das regras de execução presentes na receita dos fingidos, no entanto altera detalhes que lhe conferem uma aparência diferente. – Gabriela Albergaria, Fevereiro 2013.

Gabriela Albergaria nasceu em 1965, em Vale de Cambra, Portugal. Vive e trabalha em Nova Iorque. Em 1985 concluiu a licenciatura em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Expõe regularmente desde 1999. Fez parte de vários programas de residências artísticas, entre as quais: Kunstlerhaus Bethanien, Berlim (2000/2001); Cité Internationale des Arts, Paris (2004): Villa Arson, Centre National d’Art Contemporain, Nice, France (2008); Museu de Arte Moderna da Bahía, São Salvador da Bahía, Brasil (2008); The University of Oxford Botanic Garden in collaboration with The Ruskin School of Drawing and Fine Art, Oxford, UK (2009/2010). Em 2002/2003 foi nomeada para o prémio Ars Viva – Landschaft na Alemanha. Em 2008 foi nomeada para o Prix Pictet 2008 – The World’s Premier Photographic Award in Sustainability. O seu trabalho integra várias colecções privadas e públicas. É representada pela Vera Cortês Art Agency – Agência de Arte Contemporânea e pela Galeria Vermelho, Brasil.

imagens: vista da exposição de Gabriela Albergaria no Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa, 2013.

(1) Excerto de Fingidos de madeira e de pedra. Breve historial, técnicas de execução, de restauro e de execução. De José Aguiar, Martha Tavares e Isabel Mendonça

Irit Batsry, Warning Palace. Em exposição no Carpe Diem Arte e Pesquisa. Cortesia de Carpe Diem Arte e Pesquisa, 2013.

Irit Batsry: Warning Palace & The Yellow Line

‘Warning Palace’, de Irit Batsry é um conjunto de instalações site-specific feitas com fitas de seguranca de cor amarelo e vermelho impressas com as palavras Caution (Cuidado) e Danger (Perigo). Este conjunto de obras inclui uma instalação no jardim e várias unidades de tela, montadas nalgumas das janelas de sacada do Carpe Diem Arte e Pesquisa, que se tornam assim parte da arquitectura. O sol actua como “projector” e activa uma imagem subtil na superfície de cada tela, transformando-a num híbrido entre pintura, escultura e um “filme”. Um videoloop de uma intervenção da artista no Carpe Diem Arte e Pesquisa completa esta obra que aborda as noções de tempo, de luz, de espaço interior e exterior, de limites e fronteiras.

Fronteiras e transgressão encontram-se também no centro de The Yellow Line (in the white gallery), uma instalação de grande dimensão na qual os espectadores são rodeados por projecções de vídeo de pessoas a observarem atrás de fitas de segurança. A instalação justapõe a arquitectura sumptuosa do palácio com a urgência da vida nas ruas do Sertão do Nordeste Brasileiro, onde as pessoas (que parecem olhar os espectadores) foram filmadas observando o local de rodagem do filme O Céu de Suely, de Karim Ainouz. A obra subverte ideias de exclusão e inclusão, centro e periferia. As margens tornam-se o centro de atenção. Impedidos de entrar no local de rodagem, os espectadores tornam-se o assunto da obra, bem como os seus “actores”. A linha amarela, uma separação entre o quotidiano e o artifício cinematográfico, torna-se uma protagonista.

Ambas as instalações foram desenvolvidas durante a residência de Irit Batsry no Carpe Diem Arte e Pesquisa, bem como uma terceira (ainda em desenvolvimento) na qual a artista juntou pedaços de filme (celulóide) aos ramos das duas árvores Celtis Australis que se encontram no jardim do CDAP, de forma a criar uma projecção exterior activada pelo sol e pelo vento, que esbate as fronteiras entre uma obra temporal e uma outra espacial.

A obra de Irit Batsry, que habitualmente trabalha nos suportes vídeo e instalação, foi já mostrada em 35 países diferentes. Em 2002 recebeu o prémio Whitney Biennial Bucksbaum. Recebeu também o Grand Prix Video de Création da Societé Civile des Auteurs Multimedia (1996 e 2001) e o Guggenheim Foundation Fellowship (1992), além do Grand Prix – Locarno (1990 e 1995), o First Prize – Vigo 94 e o 01 First Prize – no Australian Video Festival (1989). Irit já expôs o seu trabalho em contextos prestigiados como sejam: National Gallery em Washington, National Film Theater e ICA em Londres, Museu Reina Sofia em Madrid, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Ludwig Museum em Koln, Tel Aviv Museum e no Artists Space, Whitney Museum e Museum of Modern Art (MoMA), em Nova Iorque. O Jeu de Paume em Paris organizou, em 2006, uma retrospectiva dos seus vídeos (1981-2006). O trabalho de Irit Batsry é representado: por Shoshana Wayne Gallery, Santa Monica; Bendana Pinel | Art Contemporain, Paris; Aut Aut Arte Contemporânea, Rio de Janeiro; e Heure Exquise! (distribuição vídeo).

Warning Palace: Instalações site-specific, fitas de segurança com legendas “caution” e “danger”, telas, videoloop, dimensões variáveis, 2013.

The Yellow Line (in the white gallery), vídeo instalação multi-canal, mixed media, dimensões variáveis, 2007/2013.

Co-produção: Duplacena e Irit Batsry Studio.

Irit Batsry, YellowLine, em exposição no Carpe Diem-arte e Pesquisa. Cortesia de Carpe Diem-arte e Pesquisa, 2013.

Irit Batsry, Yellow Line, (in the white gallery),Vídeo instalação multi-canal, mixed media, dimensões variáveis, 2007/2013.Em exposição no Carpe Diem Arte e Pesquisa. Cortesia de Carpe Diem Arte e Pesquisa, 2013.

João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira: Werther Effect

‘Werther Effect’ consiste num projecto realizado a partir do livro “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, de Goethe, desenvolvido em duas partes: um filme e um conjunto de objectos utilizados para a sua realização. Desenvolve-se não só em torno do enredo do livro, mas também de um conjunto de pressupostos enunciados por Goethe, como a sua teoria da cor e a sua relação com a cidade de Weimar, também conhecida por ter sido aí fundada a escola Bauhaus.

A ideia de ‘Werther Effect’ está associada ao suicídio, o tema fundamental do projecto, e foi o nome dado ao fenómeno de imitação de suicídios de pessoas famosas, devido ao facto de, após a publicação do livro, ter existido uma vaga de suicídios encenados a partir da morte do protagonista. O filme descreve o processo de um grupo de actores, artistas, artesãos ou membros de uma seita/ comunidade utópica que são levados a cometer um suicídio colectivo como consequência do processo criativo. Partindo duma estrutura tripartida, numa referência ao ballet triádico de Oskar Schlemmer, assiste-se a diversas situações que remetem para dimensões temporais distintas, sempre numa lógica de representação de uma época que não se pretende verídica ou fidedigna. Deste modo, o tempo actual é representado como uma época new age que tem tanto de futuro como de visão retro psicadélica, tal como o futuro era projectado no apogeu dos filmes de ficção científica.

No Carpe Diem Arte e Pesquisa o filme será mostrado em conjunto com uma série de peças e objectos construídos, propositadamente, para a realização do mesmo. Durante a exposição realizar-se-ão, também, workshops onde as temáticas do filme serão exploradas.

imagens: João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira: Werther Effect. Em exposição no Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa, 2013. 

João Pedro Vale nasceu em 1976, em Lisboa, onde vive e trabalha. Licenciou-se em Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e estudou na Escola Maumaus. Tem realizado, desde 1999, diversas exposições individuais e colectivas tanto em Portugal como no estrangeiro. Das suas exposições individuais destacam-se: Galeria Leme, São Paulo (Brasil); NurtureArt, Nova Iorque (EUA); Fundação PLMJ, Lisboa; Museu do Chiado, Lisboa; Wuestenhagen Contemporary, Viena (Áustria); Museo Union Fenosa, Corunha (Espanha). Das suas exposições colectivas destacam-se: Fundação EDP; Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura; Museu do Chiado; Museu de Serralves; Museu Berardo; Elipse Foundation; CAM -Gulbenkian; Museo Patio Herreriano de Valladolid (Espanha); Centre PasquArt (Suiça); Estação Pinacoteca e Centro Helio Oiticica (Brasil); Gasworks, Londres (R.U.); Smithsonian Museum, Washington (EUA). As suas obras fazem parte de colecções particulares e públicas, entre as quais, Tate (Londres), Fundação de Serralves, Museu do Chiado e Fundação Calouste Gulbenkian. Em 2002 foi nomeado para o Prémio União Latina e em 2004 ganhou o prémio City Desk de Escultura. Tem desenvolvido o seu trabalho em meios que vão desde a escultura à fotografia, performances e filmes. Tem produzido e realizado um conjunto de longas-metragens experimentais em parceria com Nuno Alexandre Ferreira, onde tem colaborado com actores como John Romão ou André Teodósio, apresentadas tanto em Portugal (Museu Colecção Berardo, Festival Temps d’Image, Queer Lisboa, Cine Clube de Ponta Delgada) como em Nova Iorque (SVA Theater). Desenvolve ainda o projecto editorial “P-Town”, um queerzine de cruzamento de temáticas LGBT e a ideia de portugalidade.

Nuno Alexandre Ferreira nasceu em Torres Vedras, em 1973. Vive e trabalha em Lisboa. Estudou Sociologia na Universidade Nova de Lisboa. Desde 2004 que colabora com João Pedro Vale em projectos em onde proliferam, desde 2008, meios que vão desde a escultura à fotografia, passando pela produção de exposições, performances e filmes. Em 2009 apresentaram “Hero, Captain and Stranger” (Cine Paraíso, Museu Colecção Berardo e SVA Theater em Nova Iorque). Em 2010, “English As She Is Spoke” (Cine Clube de Ponta Delgada, Cinema Nimas/Festival Temps d’Image e Fundação PLMJ) e em 2012 “O Rei dos Gnomos” (Paço dos Duques/Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, Galeria Leme – Brasil – e Teatro do Bairro/QueerLisboa). Desde 2011 que desenvolve, em parceria com João Pedro Vale, o projecto “P-Town” resultante de uma residência que ambos realizaram em Provincetown, Massachusets (EUA) com a realização de exposições (NurtureArt, em Nova Iorque e Galeria Boavista em Lisboa) e publicação de um queerzine de cruzamento de temáticas LGBT e a ideia de portugalidade.

Nelson Leiner, Sem título, 2009, Carrinho de Supermercado, caravelas feitas com latas de coca-cola e bandeiras, em exposição no Carpe Diem Arte e Pesquisa. Cortesia de Carpe Diem Arte e Pesquisa, 2013.

Nelson Leirner: Sem Título

Relembrando as palavras de Agnaldo Farias (1), há uma evidente relação entre a obra de Nelson Leirner e a obra de Marcel Duchamp, especialmente com a família dos readymades, inaugurada em 1913 com a “Roda de Bicicleta” (obra que o artista revisita em várias ocasiões), mas são visíveis também as similitudes e proximidades com as obras de Andy Warhol, Joseph Beuys ou Ilya Kabakov.

É autor de uma obra multifacetada, mesmo polimórfica: desenhos, objectos, múltiplos, carimbos, outdoors, performances e happenings, que, em nenhuma das suas facetas, perde densidade crítica. A partir de aspectos e elementos da vida quotidiana, das relações e crenças interpessoais ou de questões de ordem económica ou geopolítica, Nelson Leirner faz uma crítica contundente da(s) sociedade(s) contemporânea(s) e do “sistema de arte” vigente. A sua obra, tantas vezes transgressora e quase sempre bem-humorada, faz recurso da apropriação, exploração e reutilização de elementos iconográficos. As caravelas, alegoria da ocupação (territorial e económica), simbolicamente construídas com latas de cocacola, são executadas por um artesão de Maricá, pequena cidade do litoral fluminense. O artista clama não a graça e inventividade desse tipo de artesanato mas a perversidade do princípio da exploração do trabalho alheio e da produção calculada de pobreza e violência. Defeitos de que não estão isentas também as relações estabelecidas entre Portugal e o Brasil, sejam elas comerciais, políticas ou sociais, nos seus mútuos “descobrimentos”. – Andreia Poças, Fevereiro 2013.

Nelson Leirner nasceu em São Paulo, em 1932. Estudou engenharia têxtil no Lowell Technological Institute, em Massachusetts, EUA, entre 1947 e 1952. A sua primeira exposição individual realizou-se em 1961. Em 1963, 1965 e 1967 participou, respectivamente, na VII, VIII e IX edições da Bienal de São Paulo. Formou o grupo Rex, com outros cinco artistas, em 1965, um colectivo que questionava, através de exposições, acções e debates, o excesso de institucionalização da arte. Foi convidado em 1969 e em 1971 para fazer parte da Bienal de São Paulo, mas recusou ambas as vezes. Em 1975 começou a leccionar na Faculdade Armando Álvares Penteado, em São Paulo. Fez parte da mostra colectiva “Modernidade: arte brasileira do século XX”, no Museu de Arte Moderna de Paris, em 1987. Representou o Brasil na 48ª Bienal de Veneza, em 1999. Em 2007, a ABCA – Associação Brasileira dos Críticos de Arte, atribui-lhe o prémio “Trajectória de um artista”. Em 2011, foi homenageado pelos seus 80 anos com a retrospectiva “Nelson Leirner 2011-1961 = 50 anos”, na Fiesp/Sesi-SP. Recebeu o prémio “Governador do Estado de São Paulo” em artes plásticas.

(1) No seu texto do catálogo da exposição N. Leirner 1994+10 – Do Desenho à Instalação, que teve lugar entre 13 de Maio e 11 de Julho de 2004, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

Valter Ventura, vista da exposição ‘Compêndio do Nada’, no Carpe Diem Arte e Pesquisa. Cortesia de Carpe Diem Arte e Pesquisa, 2013.

Valter Ventura: Compêndio de Nada

‘Quando era pequeno tinha a cabeça cheia de John Waynes e Errol Flynnes. Percebi que a dimensão das suas aventuras era proporcional à dos desertos e mares que atravessavam. Deitava-me sobre as cartas do «Gran Atlas Aguilar», que tendo 80cm eram quase da minha altura, para procurar esses territórios vazios. Voltei aos mapas do «Atlas» para explorar uma incerteza científica: territórios concretos, delimitados e definidos por uma retícula de paralelos e meridianos, que entre as suas malhas não apanharam qualquer matéria utilizável para cumprir o seu propósito: achar-nos. Respeitando as divisões que a cartografia impõe, fui verificando uma quadrícula cheia de espaços sem referências, de não-lugares (utopos) que não sendo nada, podem vir a ser tudo. – Valter Ventura, Fevereiro de 2013


Valter Ventura nasceu em Lisboa, em 1979. Licenciou-se em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo terminado em 2005, como bolseiro do Banco Espírito Santo, o Curso Avançado de Fotografia no Ar.Co. É professor no Curso Superior de Fotografia do Instituto Politécnico de Tomar, colaborando também com o Ar.Co. e o Atelier de Lisboa. Iniciou, em 2005, uma colaboração com José Nuno Lamas, com o qual tem desenvolvido vários trabalhos em dupla. Juntos participaram no 2º Curso de Fotografia do Programa de Criatividade e Formação Artística na Fundação Calouste Gulbenkian, no MobileHome – Curso Experimental de Arte Contemporânea e na Plat(t)form 10 pelo Fotomuseum de Winterthur (Suíça). Estão representados nas colecções do Centro de Arte Moderna Azeredo Perdigão (Fundação Calouste Gulbenkian) e da Fundação PMLJ.

video brasil

Videobrasil Colecção de Autores, Certa Dúvidas de William Kentridge, em exposição no Carpe Diem Arte e Pesquisa, 2013.

Associação Cultural Videobrasil (Colecção de Autores)/ Alex Gabassi: Certas Dúvidas de William Kentridge

Wiiliam Kentridge é um dos nomes mais importantes da arte contemporânea sul- africana, tendo realizado trabalhos em filme, desenho, instalações, teatro e ópera, transitando com a mesma fluidez por diferentes meios, numa mistura de referências e técnicas. Neste documentário, o realizador Alex Gabassi segue Kentridge por Joanesburgo e pelo Brasil, comentando a vida de personagens, entre as quais Felix Teitlebaum, o seu alter-ego, explorando o impacto da paisagem e das contradições sociais na sua obra. Realizado em vídeo digital e super-8 ultragranulado, numa referência aos desenhos a carvão de Kentridge, o filme mostra ainda a montagem de uma instalação inédita de peixes virtuais e um carro real, encomendada em 2000 pela Associação Cultural Videobrasil para a Mostra Africana de Arte Contemporânea, em São Paulo, Brasil. 

Alex Gabassi é produtor e realizador independente. Trabalhou durante quatro anos como assistente de realização de Simon McBurney e stage manager na companhia de teatro inglesa Theâtre de Complicité, em Londres. Em 1992, produziu instalações e uma mostra do artista Bill Viola para o Festival de Arte Electrónica Videobrasil. Gabassi realizou também séries e especiais para a MTV Brasil, bem como videoclips para Marisa Monte, Caetano Veloso e David Byrne e Gilberto Gil.  Para a série Coleção de Autores da Associação Videobrasil, realizou o documentário Certas Dúvidas de William Kentridge (2000) e Um Olhar Sobre os Olhares de Akram Zaatari (2004) e co-realizou Rafael França: Obra como Testamento (2001), com Marco Del Fiol. 

Organizado em parceria com a Associação Cultural Videobrasil.

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Valter Ventura
 Associação Cultural Videobrasil | Alex Gabassi

Duplacena

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(C) imagens: Cortesia de Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa, 2013.

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