Rui Toscano (Esculturas Sonoras 1994-2013)

Rui Toscano, T, 1998 · Coleção Portugal Telecom.

 

09.02.13  –  19.05.13

Culturgest (Lisboa) 

Esculturas Sonoras 1994-2013

Em 1994, Rui Toscano (Lisboa, 1970) produziu uma escultura sonora que se viria a revelar determinante no desenvolvimento da sua prática artística nos anos subsequentes. Bricks are Heavy, assim se intitulava, inaugurou uma genealogia de obras em que o artista utiliza o radiogravador simultaneamente como elemento escultórico e como sistema de amplificação sonora. A referência à cultura rock, e por essa via a uma determinada cultura juvenil que o artista perfilhava, estava muito presente nas primeiras dessas peças – também em (They Say We’re Generation X But I Say We’re Generation Fuck You!), de 1995. Mas o que persiste em todas as suas esculturas sonoras, e que poucos terão notado na década de 1990, é a espantosa reativação da linguagem formal característica da escultura minimalista (o recurso à forma do paralelepípedo e, por vezes, a sua replicação serial), a partir de premissas, atitudes e questões completamente estranhas a essa tradição. São disso testemunho inequívoco Black Painting (Perfect Lovers), de 1997, T, de 1998, Whistling in the Dark, de 2001, Light Corner, de 2006, ou From Point A to Point B, de 2009. O radiogravador era, já em meados da década de 1990, um objeto obsoleto, em vias de desaparecimento, e isso tornou cada vez mais difícil, mas não impediu, o desenvolvimento deste corpo de trabalhos. Nesta exposição, aos trabalhos já referidos, juntam-se duas novas esculturas sonoras, uma delas projetada há dez anos, mas que só agora foi possível concretizar: Square Fall, de 2012, e No Saying Yes, de 2002-2013.

Curador: Miguel Wandschneider

Sound Sculptures 1994-2013  

In 1994, Rui Toscano (Lisbon, 1970) produced a sound sculpture that was to prove decisive for the development of his artistic practice over the following years. Bricks are Heavy (as the sculpture was called) marked the beginning of a long line of works in which the artist simultaneously uses the radio cassette recorder as a sculptural element and as a sound amplification device. The reference to rock culture, and thus to a certain youth culture that the artist shared in, was also unmistakably present in the following sculpture that he made of this kind: (They Say We’re Generation X But I Say We’re Generation Fuck You!), from 1995. Yet what has endured in all of his sound sculptures is the remarkable reactivation of the characteristic formal language of minimalist sculpture (the use of the parallelepiped shape, and sometimes its serial replication), based on premises, attitudes and issues that are completely alien to that tradition. By the mid-1990s, the radio cassette recorder was already an obsolete object that was gradually beginning to disappear, a fact that made it increasingly difficult to pursue this line of works. This exhibition features two new sound sculptures: Square Fall, from 2012, and No Saying Yes, from 2002-2013.

Curator: Miguel Wandschneider

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Culturgest

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