I wish this was a song (music in contemporary art)

Ragnar Kjartansson, The End – Rocky Mountains, 2009. 5-channel video installation. Courtesy of the artist, i8 Gallery, Reykjavik & Luhring Augustine, New York.

até 20 janeiro 2013

@ The National Museum of Art, Architecture and Design (Oslo, Noruega)

“Toda a arte aspira à condição de música.” Walter Pater

A música é uma espécie de alma colectiva: a expressão de uma identidade. Faz parte da natureza humana a associação de certas músicas a ocasiões especiais de vida, resultando daí várias emoções. Esta experiência multi-sensorial, que a música proporciona, leva muitos artistas visuais, ao reconhecerem essa capacidade imediata de conexão e reconhecimento, a desejar transpô-la para o seu trabalho.

Desde o surgimento e consolidação da MTV, nos anos oitenta e noventa, do século XX, que a música e o vídeo (video clip) se tornaram uma dupla de sucesso, simplesmente porque incorporam uma união perfeita – som e imagem. Este desenlace tornou mais fácil a aceitação de filmes que não possuam uma ação narrativa linear, potenciando, assim, a experimentação.

‘The sound you do not hear but see, and the visual you cannot see but hear, is the work.’ Rob Mazurek

Esta exposição analisa o papel que a música desempenha, atualmente, na arte contemporânea. Os artistas visuais contemporâneos utilizam, frequentemente, música ou elementos musicais no seu trabalho, muitos deles são também músicos, produtores, membros de uma banda de música ou compositores. A música tem uma importância vital na sociedade e a influência que exerce nas artes visuais não é novidade. Gustav Klimt elogiou Schubert, Arnold Schoenberg foi inspirado por Wassily Kandinsky e Morton Feldman trabalhou, em estreita colaboração, com Mark Rothko. No entanto, somente na década de 1950 a cultura popular consegue introduzir-se no elitista mundo da arte e dos museus. A famosa capa que Andy Warhol criou para o primeiro álbum dos Velvet Underground é hoje um ícone incontornável na história da música e da arte contemporânea.

“I wish this was a song” reune uma nova geração de artistas com obras que abrangem um período que vai do final dos anos 1990 até aos dias de hoje, mas, também, inclui outros de referência histórica. A exposição reúne obras mais de 40 artistas internacionais: EUA, Noruega, Suécia, Alemanha, Áustria, Reino Unido, Perú, Turquia, Ilhas Faroé, Portugal, Sudão, Islândia, Canadá, Equador, Dinamarca, Finlândia, Polónia, Suíça e Holanda. De Portugal, presente João Ferro Martins. A mostra inclui diversas expressões, como a pintura, escultura, vídeo, instalação e fotografia, divididas por sete temas: Live! –  Performing sculptures – Synesthesia – Get up and dance! – Sing along! – Looking to the classics – The sounds of silence. 

Curadores: Stina Högkvist e Sabrina van der Ley.

Artistas: Nevin Aladağ, Dave Allen, Apparatjik e Autokolor, Fikret Atay, Tim Ayres, Johanna Billing, Christoph Brech, Catti Brandelius, Laura Bruce, Clegg and Guttmann, Sophie Clements, Phil Collins, William Engelen, Mohamed Ali Fadlabi, Graham Dolphin, Gilbert & George, Goodiepal, Dan Graham, Rodney Graham, Her Noise Archive, Tellervo Kalleinen & Oliver Kochta-Kalleinen (Complaints Choir), Idris Khan, Ragnar Kjartansson, Stian Eide Kluge, Erkki Kurenniemi, Jan Köchermann, João Ferro Martins, KILLL, Simon Dybbroe Møller, Bruce Nauman, Terje Nicolaisen, Camille Norment, Libia Castro & Ólafur Ólafsson, Susan Philipsz, Adrian Piper, Santiago Reyes, Michael Sailstorfer, Tom Sandberg, Wilhelm Sasnal, Félix González-Torres, Tori Wrånes, David Zink Yi.

 

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