Jorge Martins | Cinco linhas quase

> 25.03.2015

A Montra (Lisboa)

Cinco Linhas Quase

Quando era miúdo morava muito perto do Museu das Janelas Verdes e o meu avô costumava levar-me a passear ao pequeno jardim sobre o Tejo, situado mesmo em frente e, de vez em quando, entrava comigo no Museu onde um (entre outros) dos meus grandes divertimentos era tentar contar os pelos da barba de São Jerónimo do Dürer; é um vertiginoso universo de linhas emaranhadas que me fascinava (e fascina) pelo rigor da execução mas onde cada linha duma finesse quase inatingível é, efectivamente, quantificável.

Esta montra é uma brincadeira com a fórmula “grafite s/ papel” e, ao mesmo tempo, uma homenagem a este material tão versátil e expressivo que é a grafite.

É também uma forma de revisitar antigas sensações e uma maneira de constatar que cada linha é um quantum de espaço.

Ah! E já agora um puxão a cinco pelos da barba de São Jerónimo!

Jorge Martins 

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A Montra


Jorge Martins nasceu em Lisboa, a 4 de Fevereiro de 1940. Frequentou os cursos de Arquitectura e Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, entre 1957 e 1961. Expõe regularmente desde 1958. A sua primeira exposição individual data de 1960. Em 1961 parte para Paris, onde vive e trabalha até 1991. Esta estadia é interrompida entre 1975 e 1976, período em que se instala em Nova Iorque. Regressa definitivamente a Portugal em 1991, onde vive e trabalha desde então.

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