Carlos Correia: Private Collection

 > 17 de Fevereiro, 2015

O Armário (Lisboa)

A obra de Carlos Correia (Lisboa, 1975) é essencialmente pictórica. Ou seja, é um pintor e um desenhador que conduz a sua investigação sobre a história das imagens retomando a pintura e o desenho como prática de questionar modelos de representação. O seu trabalho é estruturado em séries de desenhos e pinturas, procedimento que revela uma persistente continuidade da sua pesquisa no sentido de trabalhar diversos níveis de interpretação que uma imagem inicial pode convocar.

A presença da pintura clássica, como referência visual para o observador, e como modelo para o pintor, tem proveniências diversas que vão desde a a observação ao vivo de uma pintura de um grande mestre, como Tiziano ou Poussin, até à mais comum busca de uma base de dados de um museu patente na internet, ou uma imagem reproduzida num catálogo.

O seu trabalho sobre a imagem, enquanto pintor, constrói no observador uma familiariedade com a imagem em movimento, quando compreendemos que o seu retorno a uma pintura (ou a um desenho) de uma determinada época inclui elementos que reconhecemos como nossos contemporâneos. Ou seja, confrontamo-nos com uma ideia de montagem num enquadramento cinematrogáfico. Esta sobreposição de tempos histórcos diferenciados, deve-se a uma profunda investigação sobre modelos de representação que conduz até nós, através da pintura e do desenho, uma ativação da nossa memória perante uma aprente citação que nos desperta para a nossa consciência do tempo presente.

João Silvério

(texto escrito a propósito de uma exposição no ArtSpace by Deutsche Bank, Porto. 2013. Nesta exposição foi apresentada uma versão da Private Collection)

+ info:

O Armário

Local e contactos

Carlos Correia, Lisboa, em 1975. Vive e trabalha em Lisboa. Frequenta o Doutoramento em Belas Artes-Pintura na FBAUL, Lisboa. Professor de Teoria e Prática da Pintura, Arte Ilimitada, Lisboa desde 2006.

Expõe com regularidade desde 2004 em Lisboa (ex: Baginski-Galeria Projectos, Fundação Calouste Gulbenkian); Porto (ex: Galeria Pedro Oliveira); Londres (ex: The Mews, The Mayor’s Parlour); Madrid (ex: Galeria Fucares, Círculo de Bellas Artes); São Paulo (ex: Galeria Luisa Strina); Rio de Janeiro (ArtRio), entre outros locais.

O seu trabalho está representado em diversas colecções institucionais e particulares em Portugal e no estrangeiro, como o Deutsche Bank, Caja Madrid, Fundación Pedro Barrié de la Maza, Fundação PLMJ, a Fundação Ilídio Pinho, a Fundação Eng.º António de Almeida, Colecção Teixeira de Freitas, Madeira Corporate Services, entre muitas outras.

Em 2013 foi nomeado para a short-list do projecto da Thames & Hudson 100 PAINTERS OF TOMORROW.

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