Joana Escoval: Whirlpools

> 17 de Janeiro, 2015

Vera Cortês Art Agency (Lisboa)

A prática artística de Joana Escoval tem vindo a estabelecer uma relação extremamente idiossincrática com a natureza. A energia existe em constante fluxo e os elementos naturais interligam-se. A incomensurabilidade do cosmos é esmagadora. Nos seus trabalhos tudo está prestes a desaparecer ou a transformar-se em algo diferente. A ideia de transformação é central para se entender o trabalho de Joana Escoval que, tal como a energia flui e se altera, nunca se perdendo e nunca se ganhando, existe num constante estado de mutabilidade. Peças de uma delicadeza extrema, esculturas em metal, potes de barro, poças de água, musgo, conchas ou folhas apanhadas na floresta tropical são apenas alguns dos elementos de uma prática que é fundamentalmente silenciosa mas que se encontra cheia de vida.

Joana Escoval – 1982 (Lisboa, Portugal). Estudou Pintura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa; na Accademia di Belle Arte, Florença, e na Universidade da Ilha da Madeira. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian para a residência artística RU, em Nova Iorque, 2013; entre outras residências destaca-se também Halfhouse em Barcelona, 2011, onde apresentou a exposição Mother Wild. Projectos e exposições recentes incluem as colectivas Europe, Europe, Astrup Fearnley Museet, Oslo, 2014, Le petit Lenormand, Vera Cortês Art Agency, Lisboa, 2013; prémio BES Revelação, Museu de Serralves, Porto, 2012; as individuais Outlaws in Language and Destiny, Parkour, Lisboa, 2013; Onde no Mundo Inteiro/ Where in the Entire World, Estufa da Tapada das Necessidades, Lisboa, 2010; e a contribuição para a revista New Observations, Nova Iorque, 2014. Em 2013 publicou o flexi-disc Beings that accept and embrace the growth of other beings numa colaboração da atlas projectos com a Palmário Recordings (editora que co-fundou com Nuno da Luz).

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Joana Escoval

Vera Cortês Art Agency

(C) imagens: cortesia da artista e Vera Cortês Art Agency, Lisboa, 2014.

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