Entrevista: Nuno Cera

O mais recente projecto de Nuno Cera – Sinfonia do Desconhecido (2012-2014) – esteve patente ao público no MNAC – Museu do Chiado, em Lisboa, entre Maio e Junho. Foi produzido e apresentado no âmbito da XX Bolsa de Artes Plásticas da Fundación Botín, em Santander, Espanha. Trata-se de uma tripla projecção vídeo sincronizada que articula uma série de imagens referentes a três espaços paradigmáticos da habitação colectiva da segunda metade do século XX: The Barbican (Geoffry Powell, Peter Chamberlin e Christof Bon, 1965-1982, Londres, Reino Unido), Les Espaces d’Abraxas (Ricardo Bofill e Taller de Arquitectura, 1978-1983, Noisy-le-Grand, França) e Quinta da Malagueira (Álvaro Siza Vieira, 1977-1998, Évora, Portugal).

Como começou a ser idealizado este projecto? Partiu de que premissa?

Na maioria dos meus trabalhos anteriores, mais relacionados com a arquitectura, sempre existiu um foco num local ou contexto específico, como por exemplo nos vídeos Ultra-Ruhr de 2006 ou Suspensão de 2012. No projecto Futureland, que implicou uma série de viagens e filmagens, em nove metrópoles espalhadas pelo mundo, introduzi um novo nível de produção e de diálogo entre cada uma das projecções, o seu conteúdo e as diferentes formas de representar a diversidade do crescimento urbano. Naquele momento, em 2010, tentei orquestrar nove canais de vídeo num grande atlas visual chamado Futureland. (…)

A entrevista a Nuno Cera, para a Revista Contemporânea, pode ser lida aqui.

 

 

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