Ana Jotta – Grande Prémio EDP Arte 2013

Ana Jotta é a vencedora do Grande Prémio EDP Arte 2013.

O júri destacou “a sua constante inventividade que lhe dá um sentido contemporâneo marcante”. “Na sua obra há um humor e uma impertinência que questionam e lhe dão uma permanente actualidade. Nesse aspecto, ela será certamente explorada pelas gerações mais novas. A diversidade do seu trabalho, longe de ser um sinal de ecletismo, é a afirmação de uma multiplicidade e de uma complexidade singulares.”

Criado em 2000, o Grande Prémio Fundação EDP Arte é uma iniciativa trienal que tem como objectivo a consagração de um artista plástico, com carreira consolidada e historicamente relevante, cujo trabalho contribui para afirmar e fundamentar as tendências estéticas contemporâneas portuguesas. Um prémio de 50 mil euros, para o artista vencedor, que é homenageado, também, através de uma exposição retrospetiva ou antológica e com a publicação de um catálogo.

O Grande Prémio Fundação EDP Arte já distinguiu grandes nomes da arte contemporânea nacional como Lourdes de Castro (2000), Mário Cesariny (2002), Álvaro Lapa (2004), Eduardo Batarda (2007) e Jorge Molder (2010). Nesta edição de 2013, o júri internacional foi constituído por António Mexia, Presidente do Conselho de Administração Executivo da EDP; o Professor e filósofo José Gil; o curador e crítico de arte francês Frédéric Paul; a espanhola Gloria Moure, historiadora de arte, crítica e comissária; a Professora e arquiteta Helena Barranha, antiga diretora do Museu de Arte Contemporânea do Chiado; João Fernandes, actual sub-diretor do Museu Rainha Sofia, em Madrid e ex-diretor do Museu de Serralves e João Pinharanda, programador cultural da Fundação EDP.

Ana Jotta nasceu em 1946 em Lisboa, onde vive. Frequentou a Faculdade de Belas Artes de Lisboa e a École de Arts Visuels et d’Architecture de l’Abbeye de la Cambre, em Bruxelas. Após um período em que se dedicou ao teatro (1969-80), a sua actividade focou-se nas artes visuais, explorando diversas disciplinas como desenho, pintura, escultura, fotografia, instalação, som e escrita. Desde o início dos anos 90 tem sido uma presença assídua em feiras de arte, como a ARCO e Art Brussels. Em 2005, realizou uma exposição retrospectiva no Museu de Serralves intitulada “Rua Ana Jotta: retrospectiva”. Em 2012, integrou a exposição “Riso” no Museu da Eletricidade, em Lisboa. Tem, actualmente, uma exposição patente na Culturgest, em Lisboa: “A Conclusão da precedente”. A sua obra está presente em várias colecções públicas e privadas de entidades como: Fundação EDP, Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, Fundación ARCO, Fundação Luso Americana e Fundação de Serralves.

Artigos relacionados:

Ana Jotta

Exposições actuais:

Ana Jotta | A Conclusão da Precedente
> 11 de Maio @ 
Culturgest

Ana Jotta | Deserto Vermelho
> 10 de Maio @ Galeria Miguel Nabinho

(C) imagem de destaque na página anterior: Ana Jotta, A Poderosa, 2006, Fotografia: Laura Castro Caldas / Paulo Cintra. Cortesia Culturgest, Fundação Caixa Geral de Depósitos, Lisboa, 2014.

 

Anúncios