BES Revelação 2013

André Romão | Diogo Evangelista | Nádia Rodrigues Ribeiro

Museu de Serralves (Porto)

> 19.01.2014

A exposição BES Revelação 2013, patente no Museu de Serralves, na cidade do Porto, apresenta os trabalhos dos vencedores desta edição: André Romão, Diogo Evangelista e Nádia Rodrigues Ribeiro. A exposição é comissariada por Filipa Ramos e tem o mecenato exclusivo do Banco Espírito Santo.

O Prémio BES Revelação, iniciativa conjunta da Fundação de Serralves e do Banco Espírito Santo, tem constituído um significativo contributo para a projeção de novos talentos na fotografia em Portugal.

Os três projetos vencedores foram selecionados por unanimidade pelo júri do concurso, este ano composto por Guillaume Désanges, curador independente que trabalha em Paris, Marina Fokidis, directora da Kunsthalle Athena, em Atenas, e da revista South, Nav Haq, curador no MHKA, Antuérpia e Filipa Ramos, curadora independente portuguesa que trabalha e vive entre Londres e Milão.

André Romão (Lisboa, 1984) selecionou uma projeção vídeo de uma colagem dos vários fragmentos do friso ocidental do Pártenon (dispersos por vários museus europeus) que através do seu próprio desmembramento relata e sintetiza a história do Ocidente.

Diogo Evangelista (Lisboa, 1984) apresenta uma instalação vídeo com recurso às convenções do falso documentário (mockumentary) para, nas palavras do artista, refletir sobre os “arquétipos de deserto, sonho, ilusão, utopia e paraíso”, associando “o planeta Marte a um paraíso perdido, representado pelas ilhas de Mauna Kea, no Havai, Faial, nos Açores, Nova Guiné, na Indonésia e Lanzarote, nas Ilhas Canárias”.

De Nádia Rodrigues Ribeiro (Leiria, 1984) será exibida uma série de mais de oitenta imagens que testemunham a degradação de um ramo de flores. A artista usou uma variedade de processos fotográficos para revelar as imagens, sublinhando a relação da fotografia com a temporalidade.

A exposição é comissariada pela curadora e crítica de arte Filipa Ramos. Curadora de Vdrome (um ciclo de filmes da autoria de artistas visuais e cineastas), Filipa Ramos foi editora associada da revista Manifesta e membro da equipa de investigação da Documenta 13 de 2012. Tem comissariado exposições em espaços públicos e privados e colabora, regularmente, com várias publicações internacionais.

Cada vencedor recebeu uma bolsa de produção, no valor de 7.500 euros, que lhe permitiu produzir os projetos agora apresentados no Museu de Arte Contemporânea de Serralves.
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