Entre Vistas – Miguel Rondon

Giefarte (Lisboa)

> 28 de Novembro (2013)

Entre Vista

“Ei-lo à minha frente na cabeça um enorme boné de 1926. O d de almada que se destaca no auto-retrato tem a mesma voluntariosa precisão do risco dos olhos oblongos, do nariz que à falta de melhor direi espanhol, do lábio firme de recortar palavras.”

«olhar mais do que o olho pode ver»

“- Toda a homenagem, mesmo no melhor dos casos, não pode deixar de ser nunca senão desastre. Dê-se ao merecedor o louro vegetal. E calem-se (…) Homenagear não é senão conveniência do homenageante em determinado engendrado social. É afinal o homenageante que se homenageia ou se instrui tarde.”

«olhar mais do que o olho pode ver»

“- Mas a homenagem é fruto da admiração. Não foi o Mestre que disse que «mais importante do que o Homem é a sua capacidade de admiração?»

«olhar mais do que o olho pode ver»

(…)

Miguel Rondon (N. 1970. Vive em Lisboa) estudou escultura e artes plásticas no Ar.Co; escultura, estúdio NESCAD, Canadá; artes gráficas, António Arroio; cozinha, EHTL e design urbano, CPD. Expõe desde 1994. Participou no Prémio E.D.P 2004, C.C.B; Casa, Experimenta Design 03 em parceria com Delfim Sardo; Honestidade em tudo (instalação), exposição Bolseiros e finalistas, Ar.Co, Cordoaria Nacional, Lisboa; Jangada de Medusa (performance, 1999), Ar.Co, Park of the Future, Amsterdão. Com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian desenvolveu os projectos de criação artística O Exequível e a Miragem (artes plásticas, 2003) e o projecto Uma Dimensão (pintura, 2007) em Óbidos, Lisboa e Tavira. Representado na colecção da Fundação EDP. Pinta, habitualmente, no Jardim Botânico da Universidade de Lisboa.

(C) imagem e texto: cortesia: Giefarte

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