Ahlam Shibli: Phantom Home (Jeu de Paume)

Jeu de Paume (Paris)

> 1 de setembro (2013)

A exposição ‘Phantom Home’ que se encontra patente no Jeu de Paume, em Paris, tem sido alvo de protestos e críticas por parte de organizações judaicas que se opõem à apresentação do trabalho da fotógrafa Ahlam Shibli (Palestina, 1970) nessa instituição, principalmente devido à sua última série de fotografias: Death (Morte) que para essas vozes incita ao terrorismo.

O trabalho fotográfico de Ahlam Shibli (Palestina, 1970) aborda as contradições inerentes à noção de lar. O seu trabalho propõe uma reflexão sobre a perda de casa, a luta contra essa perda e as restrições e limitações que esse conceito impõe. Entre os locais onde estas problemáticas ocorrem incluem-se: os territórios palestinianos ocupados; monumentos franceses de homenagem à resistência francesa da 2ª guerra mundial; os soldados que lutaram, nas guerras coloniais, contra pessoas que exigiam a independência dos seus países; os corpos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais nas sociedades orientais e os grupos de crianças recolhidas por orfanatos polacos. 

Curadores: Carles Guerra, Marta Gili, João Fernandes e Isabel Sousa Braga.

Death (Morte) é o último trabalho da artista, concebido, especialmente, para esta retrospectiva. Trata-se de uma série que revela uma faceta polémica da sociedade palestiniana: a forma como esta tolera e preserva a presença de “mártires” (termo usado pela artista). É um testemunho e uma representação dos ausentes, dos que partiram, através de fotografias, cartazes e graffitis, enquanto modo de resistência. A exposição reúne outras séries fotográficas de Ahlam Shibli, num total de seis, todas realizadas na última década. A maioria das obras  foram legendadas pela artista, que as situa num tempo e lugar específico. 

Esta exposição foi organizada e produzida em parceria com o Jeu de Paume (Paris), o Museu d’Art Contemporani de Barcelona (MACBA) e a Fundaçao de Serralves – Museu de Arte Contemporânea (Porto). Já esteve patente no MACBA de Barcelona (de 25 janeiro a 28 de abril de 2013), actualmente, encontra-se no Jeu de Paume, em Paris, e será, ainda este ano, apresentada na Fundação de Serralves, no Porto, entre 15 de novembro de 2013 e 9 de fevereiro de 2014.

artigos relacionados:

Jornal da exposição

artigo do jornal Le Monde (sobre os protestos)

artigo do jornal Libération (sobre os protestos)

comunicado de imprensa do Jeu de Paume sobre as acusações dirigidas à exposição.

Jeu de Paume (Paris)

> 01.09.2013

The photographic work of Ahlam Shibli (Palestine, 1970) addresses the contradictory implications of the notion of home. The work deals with the loss of home and the fight against that loss, but also with restrictions and limitations that the idea of home imposes on the individuals. Examples of places where the problematic is encountered include the occupied Palestinian areas; monuments that commemorate members of the French Resistance against the Nazis together with French fighters in the colonial wars against peoples who demanded their own independence; the bodies of lesbians, gays, bisexuals and transgenders from Eastern societies; and the communities of children in Polish orphanages.

‘Death’, Ahlam Shibli’s latest photographic series especially conceived for this retrospective, shows how Palestinian society preserves the presence of the “martyrs”—in the artist’s own words. Death contains a broad representation of the absent ones through photographs, posters, graves and graffiti displayed as a form of resistance.The exhibition includes six of the photographic series produced by Ahlam Shibli during the last decade. Most of the works are accompanied by captions assigning each photograph to a specific time and place in an investigative process that often implies long empirical and conversational contact with the subjects in question.

Curators of the exhibition: Marta Gili, Carles Guerra, João Fernandes, Isabel Sousa Braga.

related articles:

Exhibition Journal

Le Monde 

Libération 

Press Release

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