Territórios de Transição #11. A Experiência do Silêncio

Júlia Ventura, From here to eternity, 1983. Cortesia BES Arte e Finança.

Júlia Ventura, From here to eternity, 1983. Cortesia Cortesia BES Arte & Finança.

Helena Almeida, Dieter Appelt, Daniel Blaufuks, Christian Boltanski, Rui Calçada Bastos, Luís Campos, Hannah Collins, Tacita Dean, Hamish Fulton, Rodney Graham, Thomas Joshua Cooper, Sherrie Levine, Craigie Horsfield, Eurico Lino do Vale, João Louro, Cindy Sherman, Vera Lutter, Jorge Molder, Abelardo Morell, Thomas Struth e Júlia Ventura são os artistas cujos trabalhos podem ser vistos no espaço BES Arte & Finança, em Lisboa, a partir de hoje, 6 de junho, e até 19 de setembro. Sob o título ‘Territórios de Transição #11. A Experiência do Silêncio’, a exposição reúne obras de alguns dos maiores nomes da fotografia contemporânea.

Curadoria: Luís Serpa

Esta exposição reúne obras de duas coleções de fotografia contemporânea: A coleçcão do Banco Espiríto Santo – BESart -, uma reconhecida e reputada coleção que, tendo começado em 2004, conta hoje com mais de ‘novecentas obras de mais de duzentos e oitenta artistas de trinta e oito nacionalidades’ que está acessível ao público através de exposições temporárias num espaço no centro de Lisboa; E a coleção d’O Museu Temporário  – Colecção OMT – que, desde 2001, iniciou a publicação de fotoportfolios de artistas contemporâneos de modo a proporcionar aos artistas convidados a edição de corpos de trabalho de qualidade significativa, sendo apresentada em espaços temporários de confirmado renome e que acolhe, em depósito, obras da Colecção (Safira & Luís) Serpa e da Galeria Luís Serpa Projectos.

Seleccionadas apenas algumas das obras das referidas coleções, elas constituem um núcleo expressivo da criação contemporânea, tanto nacional como internacional e convergem na opção estética dos seus possuidores, razão pela qual se apresentam conjuntamente. A exposição reúne obras que abordam temas como a ‘subjectividade da fotografia, o regresso ao realismo (fotográfico) e a relação entre a fotografia (enquanto prática teórica e conceptual) e a estética em geral’.

Baseada numa significativa diversidade de obras, a seleção recaiu apenas num número restrito de obras a preto-e-branco, facilitando a leitura de abordagens teóricas que estão na base da construção do conceito do Silêncio enquanto substantivo. Enfatizando as experiências variadas de cada um dos artistas participantes, as leituras e as ligações efetuadas através da análise das realidades urbanísticas, sociais, económicas e, neste caso, também psicanalíticas, enfrentam, no crescimento e desenvolvimento das cidades, experiências e visões que completam a diversidade de estudos e reflexões sobre a geografia urbana, tanto ao nível da sua análise teórica como empírica.

A ideia na base da seleção das obras e da sua exposição em secções temáticas – como a natureza; os universos privados; o retrato; as narrações, ficções e realidades; a sociedade e a vida urbana; os conceitos, ideias e críticas; os espaços, lugares e objetos; e as arquiteturas – é mostrar ao público a fotografia como um meio fascinante e repleto de facetas e realçar a diversidade e profundidade do pensamento artístico no campo da fotografia.

Jorge Molder, da série the secret agent, 1991. Cortesia BES Arte e Finança.

Jorge Molder, da série the secret agent, 1991. Cortesia BES Arte & Finança.

O projecto Territórios de Transição foi lançado no âmbito da I Trienal de Arquitetura de Lisboa, que se realizou em 2007, constituindo a primeira exposição das atividades de extensão da Trienal. Desde então foram organizadas outras dez exposições, com Museus e Fundações, sendo que “A Experiência do Silêncio” é a 11ª exposição da série.

O curador Luís Serpa é um galerista de arte que, desde há cerca trinta anos, tem tido um papel determinante na promoção das artes visuais em Portugal. Fundou a Galeria Cómicos, hoje Galeria Luís Serpa Projectos – conhecida por conjugar sistematicamente pintura, escultura, desenho, instalação, fotografia, vídeo, design e arquitetura, e fundou também O Museu Temporário, organização que presta serviços de curadoria, relações públicas e planeamento estratégico para instituições e empresas em programas de arte contemporânea, corporate identity e indústrias criativas. O seu espólio reúne um conjunto notável de obras contemporâneas.

Rodney Graham, Old growth cedar #2, Seymour reservoir 2002. Cortesia BES Arte e Finança.

Rodney Graham, Old growth cedar #2, Seymour reservoir 2002. Cortesia BES Arte e Finança.

O BES Arte & Finança alberga a coleção de fotografia contemporânea do banco. Através deste espaço, o BES pretende tornar acessível ao público todo este espólio, sobretudo a quem habitualmente não frequenta museus ou galerias, promovendo exposições regulares e de acesso livre em torno da BESart – actualmente uma das maiores colecções privadas do género da Península Ibérica, recentemente distinguida com o prémio Coleccionismo Corporativo, atribuído pela Associação Amigos da ARCO, um galardão que reconhece o apoio continuado do BES à arte contemporânea, em particular a fotografia. São ainda promovidos outros eventos culturais, como mostras temáticas, residências artísticas, concertos e espectáculos. Todos de entrada gratuita. O espaço já acolheu exposições de artistas como Paulo Nozzolino, John  Cage, Julião Sarmento, Miguel Palma, Jack Presents, concertos de Jacinta, João Gil, Amália Hoje, The Legendary Tigerman, Otros Aires, Nouvelle Vague e Márcia, Quórum Ballet e espetáculos de Beatriz Batarda e da companhia Olga Roriz e certames como o Trienal de Arquitectura 2010, EXPERIMENTADESIGN, o FUSO – Anual de Videoarte, o IndieLisboa ou o Superbock em Stock.

Cindy Sherman, Untitled film still 1979. Cortesia BES Arte e Finança.

Cindy Sherman, Untitled film still 1979. Cortesia BES Arte e Finança.

Thomas Struth, Wunsiedlerstrasse, Weissenstadt, 1982, 1982, 1989. Cortesia BES Arte e Finança.

Thomas Struth, Wunsiedlerstrasse, Weissenstadt, 1982, 1982, 1989. Cortesia BES Arte e Finança.

(C) imagens: Cortesia BES Arte e Finança.

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