Branchings | Verzweigungen @ Rosalux

Pedro Calapez, Árvore jacente © Pedro Calapez. Cortesia de rosalux, Berlim, 2013.

Pedro Calapez, Árvore jacente © Pedro Calapez. Cortesia de rosalux, Berlim, 2013.

@ rosalux (Berlim)

20.04. – 04.05 (2013)

Artistas: Pedro Calapez | Uwe Poth | Christoph Both -Asmus

A exposição “Branchings/Verzweigungen” (Ramificações) reúne três artistas à volta do tema da árvore, das suas ramificações e dos espaços que elas delimitam. Os artistas abordam-no de modo muito pessoal. Uwe Poth trabalha a relação da árvore com o meio urbano. Pedro Calapez debruça-se sobre uma árvore jacente cujos ramos deixam passar uma respiração que indicia um novo ciclo. Christoph Both-Asmus sobe às mais finas hastes numa experiência-limite entre o céu e a terra. Relembrar a natureza e contemplá-la é também relembrar o nosso lugar e o nosso papel, reconciliar-nos com o que nos rodeia, com os outros e porque não… connosco próprios.

Pedro Calapez: Árvore jacente

Caída está a árvore na floresta. Os ramos entrelaçaram-se e não apontam já o caminho da luz. O seu crescimento foi interrompido e  ramos jazem agora no solo. Mas no passar do vento da tarde, a brisa, que se infiltra na floresta naqueles momentos de silêncio e quietude, faz os ramos nova vida ganhar, revelando-se nos pequenos movimentos a vontade de se levantar e de novo crescer. Inúmeros ramos misturados, partidos, com folhas amassadas na humidade da seiva, desenham contornos em contra-luz e propõem uma simulada respiração. Agita-se a árvore jacente num incontrolado fazer/desfazer, num último respirar, simulando a vida que nos mantém vivos. Sobra um intenso vazio no ar que por aqui passa.

Maria Zambrano diz-nos: “O que primeiro tem que fazer-se ao respirar tem de ser a inspiração, sopro que se dá num suspiro, pois em cada expiração algo desse primeiro alento recebido permanece a alimentar o fogo subtil que acendeu. (…) E à imagem e imitação desse centro da vida e do ser, o respirar regula-se com o seu próprio ritmo, dentro dos inumeráveis ritmos que formam a esfera do ser vivente. Mas o ser, obrigado a ser individualmente, ficará num certo vazio de uma parte e arriscado a não poder respirar de outra, entre a abundância excessiva e o vazio”. (in: Clareiras do Bosque, ed. Relógio d’Água)

rosalux é uma plataforma de arte contemporânea, fundada e dirigida por Tiny Domingos

A saber:

27 de Abril (15 h): Mostra de vídeos selecionados por Christoph Both-Asmus.

4 de Maio (19 h): Conversa com os artistas e encerramento da exposição.

Pedro Calapez, Árvore Jacente, detalhe. © Pedro Calapez. Cortesia de rosalux, Berlim, 2013.

Pedro Calapez, Árvore Jacente, detalhe. © Pedro Calapez. Cortesia de rosalux, Berlim, 2013.

The exhibition “Branchings / Verzweigungen” brings together three artists under the theme of the tree, its branches and the spaces they enclose. The artists approach it in a very personal way. Uwe Poth works about the relationship between the tree and the city. Pedro Calapez focuses on a reclining tree whose branches are touched by a breath that indicates a new cycle. Christoph Both-Asmus climbs at the finest and highest branches in a unique and vital experience between sky and earth.To remember nature and to look at it with attention is also to remember our place and our role, to reconcile ourselves with our environment, with others and why not… with ourselves.

Pedro Calapez, Árvore jacente, detalhe. © Pedro Calapez. Cortesia de rosalux, Berlim, 2013.

Pedro Calapez, Árvore jacente, detalhe. © Pedro Calapez. Cortesia de rosalux, Berlim, 2013.

Die Ausstellung, “Branchings / Verzweigungen” zeigt Arbeiten dreier Künstler, die sich – jeder von ihnen auf sehr persönliche Art und Weise – mit dem Thema des Baums, seinen Verzweigungen und dem Raum, den diese begrenzen, beschäftigen. Uwe Poth interessiert der Baum im Verhältnis zum urbanen Raum. Pedro Calapez widmet sich in seiner Arbeit einem umgestürzten Baum, durch dessen Zweige ein Windhauch, der Neuanfang verspricht, weht. Christoph Both-Asmus erklimmt die höchsten und dünnsten Äste der Bäume – eine Art Grenzerfahrung zwischen Himmel und Erde. Sich der Natur zu erinnern und sie zu betrachten, heißt auch, sich unseren Platz und unsere Rolle zu vergegenwärtigen, uns mit unserer Umgebung zu versöhnen, mit den Anderen und – warum nicht… mit uns selbst.

Truth, detail; Christoph Both-Asmus, photo-emulsion on handblown glass-plate with red neon writing (and wooden frame), 68x73x10 cm, 2013.

Truth, detail; Christoph Both-Asmus, photo-emulsion on handblown glass-plate with red neon writing (and wooden frame), 68x73x10 cm, 2013.

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