Jorge Martins (A substância do tempo)

Jorge Martins, da exposição 'A Substância do tempo' Fundação Carmona e Costa, Lisboa.

Jorge Martins, da exposição ‘A Substância do tempo’ Fundação Carmona e Costa, Lisboa | Fundação de Serralves (Porto), 2013.

fundação carmona e costa (Lisboa)

> 18 de Maio, 2013

Comissário: Manuel Costa Cabral
Co-produção com a Fundação de Serralves

“A arte é mais veloz do que a teoria.”
“Desenhar é ver no escuro.”
Jorge Martins

A exposição ‘A substância do tempo’ de Jorge Martins, comissariada por Manuel Costa Cabral, realiza-se, simultaneamente, na Fundação de Serralves, no Porto, e na Fundação Carmona e Costa, em Lisboa.

A saber: No âmbito desta exposição, a fundação carmona e costa realiza no próximo dia 20 de Abril (sábado), pelas 17h, uma conversa com João Pinharanda.

Jorge Martins, da exposição 'A Substância do tempo' Fundação Carmona e Costa, Lisboa.

Jorge Martins, da exposição ‘A Substância do tempo’ Fundação Carmona e Costa, Lisboa | Fundação de Serralves (Porto), 2013.

Apresentando-se em dois espaços separados geograficamente, a exposição constitui uma única mostra de carácter antológico, congregando um corpo de trabalho em desenho, realizado ao longo de mais de cinquenta e cinco anos, bem como algumas pinturas onde impera o preto e o branco. 

Sendo o artista mais conhecido pela pintura, a exposição constitui assim uma oportunidade inédita para revisitar a componente a preto e branco da obra, revelando como esta se intercala com a exploração da gama cromática e diferencia dela para colocar problemas inerentes ao traço, à inscrição, ao medium primeiro que é o desenho. 

Embora nos dois espaços se estabeleçam relações entre os diversos períodos de trabalho, na Fundação Carmona e Costa dá-se ênfase à primeira fase de produção, enquanto na Fundação de Serralves se coloca a tónica sobretudo na produção mais recente do artista. Assim, os dois espaços tornam-se indissociáveis e revelam-se imprescindíveis para compreender um percurso que atravessa várias décadas, onde a substância do tempo adquire diferentes densidades.

– Sara Antónia Matos (excerto do texto de apresentação da exposição)

Jorge Martins, da exposição 'A Substância do tempo' Fundação Carmona e Costa, Lisboa | Fundação de Serralves (Porto), 2013.

Jorge Martins, da exposição ‘A Substância do tempo’ Fundação Carmona e Costa, Lisboa | Fundação de Serralves (Porto), 2013.

 

O percurso artístico de Jorge Martins, (Lisboa, 1940) tem início nos anos 1960. Mantendo-se desde sempre fiel à prática da pintura e do desenho, a sua obra reflete a vivência e a apreensão dos diferentes contextos onde residiu e trabalhou, nomeadamente Paris e Nova Iorque. 
 
“A Substância do Tempo” é a maior retrospetiva de desenhos do artista até hoje realizada. Em Serralves, estão expostas mais de duas centenas de obras criadas entre 1965 e 2012 e reveladoras da constante apropriação de elementos do quotidiano e de uma pesquisa exaustiva sobre os modos de representação, nomeadamente sobre a forma como a luz reinventa o espaço e os objetos. Maioritariamente abstratos e sem cor, os desenhos apresentados compõem uma linguagem rica em texturas, intensidades e gradações que se desdobra em contínuas variações.
(C) imagens: Cortesia da fundação carmona e costa, Lisboa
Jorge Martins, da exposição 'A Substância do tempo' Fundação Carmona e Costa, Lisboa | Fundação de Serralves (Porto), 2013.

Jorge Martins, da exposição ‘A Substância do tempo’ Fundação Carmona e Costa, Lisboa | Fundação de Serralves (Porto), 2013.

 

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