Private Lives 2013

Filipe Branquinho, 2011 - Pescador de Sobretudo Vilankulos  - c print s/ papel – 100x66 cm. © Filipe Branquinho. Cortesia da Fundação D. Luís I.

Filipe Branquinho, 2011 – Pescador de Sobretudo Vilankulos – c print s/ papel – 100×66 cm. © Filipe Branquinho. 

A Associação Ser + organiza, com o apoio da Fundação D. Luís I, uma exposição de fotografia que reúne um conjunto de nomes importantes desta disciplina artística, com curadoria de Margarida Prieto. O discurso artístico da exposição aposta numa abordagem actual e transversal que contempla diferentes perspectivas, linguagens e temáticas, incidindo desta feita em produção de fotógrafos dos países de língua oficial portuguesa. O resultado da venda das obras expostas reverte para a Associação Ser +.

A exposição estará patente até ao dia 26 de Maio no Centro Cultural de Cascais.

BH

Binelde Hyrcan © Binelde Hyrcan. 

Binelde Hyrcan © Binelde Hyrcan

Binelde Hyrcan © Binelde Hyrcan. 

(Angola) 

Binelde HyrcanDélio JasseKiluanji Kia Henda

Sérgio Afonso e Yonamine

(Moçambique)

Filipe BranquinhoMário Macilau e Mauro Pinto

(S. Tomé e Príncipe)

René Tavares

(Portugal)

Mónica de Miranda e João Serra

DJ1

Délio Jasse © Délio Jasse.

Délio Jasse © Délio Jasse

Délio Jasse © Délio Jasse. 

A nossa contemporaneidade, mesclada de descobertas que podem elevar a condição humana a patamares de excelência, é também pródiga em obstaculizar essa marcha para a perfeição através de perversos instrumentos de recuo que interferem no objectivo sonhado, inquinando o progresso que lhe é inerente. A segunda metade do século passado e a primeira década deste, assoladas por moléstias cuja cura permanece ainda num horizonte afastado apesar de a Ciência já ter ganho algumas batalhas na sua luta para as erradicar, são marcos no tempo – no nosso tempo – que representam fronteiras epocais, científicas, culturais e morais cuja superação persiste em demorar. 

Fronteiras, por conseguinte, claramente ainda não ultrapassadas. E razão pela qual todas as iniciativas que convoquem a solidariedade e a capacidade de dádiva das pessoas envolvem, mais do que um apelo de circunstância, uma chamada de atenção para a urgência de participação activa na ajuda à resolução dos problemas que afligem a humanidade. 

Nesta medida vem a SER+, ano após ano, a realizar, entre outras actividades, uma exposição de fotografia – Private Lives 2013 –, cuja curadora é Margarida Prieto, Presidente da referida associação, em que o universo dos menos afortunados, protagonistas de dramas relacionados com a doença, é mostrado sem máscara, no que se pensa ser uma forma, embora no limite da sensibilidade, de inquietar quantos se disponham a reconverter o choque pelo que lhes é dado ver em novas reservas de generosidade e tolerância.

António d’Orey Capucho, Presidente da Fundação D. Luís I

Salvato Teles de Menezes, Administrador-Delegado da Fundação D. Luís I 

João Serra © João Serra

João Serra © João Serra. 

João Serra © João Serra

João Serra © João Serra. 

Private Lives 2013… conservar um momento em uma imagem… e, mais importante, conservar memórias e afectos…

Pretendemos, nesta exposição, mostrar diferentes realidades, registadas por alguns dos melhores fotógrafos da actualidade que têm, como denominador comum, falar a mesma língua, o português, e que nos vêem apresentar diversas realidades de vida, vidas essas marcadas, nos angolanos e moçambicanos, por terem vivenciado uma guerra com tudo o que isso implicou, no seu crescimento e na sua maneira de estar na vida e o terem escolhido a Arte para através dela transmitirem o seu testemunho, o seu grito de revolta ou, muito simplesmente, retratarem a Mater Natura que no continente africano tem dos mais belos e fortes instantâneos e que faz, dos que lá nasceram e dos que por lá passam, seres tão especiais.

Ou, muito simplesmente, irem deixando, aqui e além, a magia de uma cultura, onde nos é mostrado um trabalho inspirado numa herança renascentista, reinventada pelo povo que se tornou em tempos um símbolo de resistência face à anterior dominação colonial portuguesa, o “Tchiloli”, uma das mais ricas tradições culturais que é uma referência ligada à história colonial de S. Tomé e Príncipe: a questão da identidade, de “valores” ou de apropriação de “valores”, da teatralidade como expressão artística, aqui tão bem encenada.

Todas estas obras pretendem aprofundar a permeabilidade das fronteiras entre histórias e memórias, linguagens e técnicas, e em partilhar esse percurso exploratório, dando-nos a viver diversas geografias, sentimentos e, o que aqui nos traz: fruir imagens impactantes que nos permitem, para além de um exercício de deleite, em que a arte impera, levar-nos igualmente a uma acção solidária.

É, para mim, um grande prazer, apresentar este projecto, em que, ARTE/ SOLIDARIEDADE caminham juntas! – Margarida Prieto 

Mário Macilau © Mário Macilau

Mário Macilau © Mário Macilau.

Mário Macilau © Mário Macilau

Mário Macilau © Mário Macilau.

Kiluanji Kia Henda © Kiluanji Kia Henda

Kiluanji Kia Henda © Kiluanji Kia Henda.

Mónica de Miranda, Erosion, do projecto ‘Once Upon a Time’. © Mónica de Miranda.

Mónica de Miranda, Erosion, do projecto ‘Once Upon a Time’. © Mónica de Miranda.

Mónica de Miranda, Erosion, do projecto ‘Once Upon a Time’. © Mónica de Miranda.

Mónica de Miranda, Erosion, do projecto ‘Once Upon a Time’. © Mónica de Miranda.

Rui Sérgio Afonso © Rui Sérgio Afonso

Rui Sérgio Afonso © Rui Sérgio Afonso.

René Tavares © René Tavares. Cortesia da Fundação D Luís I.

René Tavares © René Tavares.

Yonamine © Yonamine

Yonamine © Yonamine.

(C) imagens e textos: A Making Art Happen agradece a gentileza de Margarida Prieto (Associação SER+).

 

 

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