Philippe Parreno

PP

@ Garage Center for Contemporary Culture (GCCC)

> 04.04.2013

Esta é a primeira exposição individual de Philippe Parreno na Rússia. Com curadoria de Hans Ulrich Obrist e ambiente sonoro de Nicolas Becker. O artista mostra o seu mais recente trabalho – Marilyn (2012) – onde o visitante é convidado a entrar num cenário que alude a um ringue de patinagem no gelo, em Gorky Park (onde se situa o GCCC). 

Há mais de vinte anos, que Philippe Parreno tem vindo a redefinir, por vezes de forma radical, como experienciar uma exposição, ao conceber os seus projectos com base num script, através do qual uma série de eventos se desenvolvem.

Para esta exposição, Parreno criou um cenário extremamente elaborado. Ao entrar no espaço expositivo, os visitantes encontram uma paisagem artificial: onde, no extremo oposto, neve esculpida forma vários montes simétricos que recriam uma imagem de espelho e onde se encontra um ecrã que passa o filme Marilyn. O filme é o retrato de um fantasma que evoca Marilyn Monroe na suite do Waldorf Astoria Hotel, em Nova Iorque, onde a actriz viveu nos anos 1950. O filme reproduz a presença de Monroe por meio de três algoritmos: a câmara são os olhos de Marilyn, um computador reproduz a sua voz e um robot recria a sua letra. O icon de Hollywood encarna, assim, uma imagem que é um autómato: algo semelhante a um ser humano mas que não é real. 

A exposição é uma continuação do trabalho que o artista tem desenvolvido sobre o tempo e o espaço e de que forma estes influenciam a experiência do público. Aqui o visitante está condicionado à disposição temporal da exposição que se desenrola como uma peça de teatro.

Philippe Parreno ganhou notoriedade e reconhecimento por parte da crítica, na década de 1990. O seu trabalho inclui diversos meios: filme, escultura, performance, desenho e texto. Tem vindo a redefinir o papel da exposição, explorando-a como uma experiência coerente e não como uma colecção de objectos individuais. As suas exposições obedecem a scripts, utilizando uma sequência temporal e espacial que guia o visitante pelo espaço. 

Hans Ulrich Obrist é co-diretor da Serpentine Gallery, em Londres. Anteriormente foi curador do Musée d’Art Moderne de la Ville, em Paris. Em 2012, foi responsável pela co-curadoria das seguintes exposições: Jonas Mekas; Thomas Schütte: Faces and Figures; Yoko Ono: TO THE LIGHT; the Herzog & de Meuron, Ai Weiwei Pavilion e the Memory Marathon na Serpentine Gallery, em Londres; To the Moon via the Beach, LUMA Foundation, Arles; Lina Bo Bardi, Casa de Vidro, São Paulo. As suas recentes publicações incluem: A Brief History of Curating; Project Japan: Metabolism Talks with Rem Koolhaas e Ai Weiwei Speaks bem como novos volumes de ‘Conversation Series’.

Links:

Philippe Parreno

Hans Ulrich Obrist

GCCC (Garage Center for Contemporary Culture)

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(English)

Garage Center for Contemporary Culture presents the first solo exhibition in Russia by Philippe Parreno, curated by Hans Ulrich Obrist and with sound composed by Nicolas Becker. The artist will show his most recent work, Marilyn (2012) – guiding the visitor through the exhibition space using an orchestration of sounds and images.

For more than twenty years, Parreno has radically redefined the exhibition experience by conceiving his shows as a scripted space where a series of events unfold. He creates as much space and time as possible in a given volume, by folding and unfolding the space onto itself.

His exhibition at Garage – like the ice skating rink and artificial snow in Gorky Park – acts as an elaborate stage-set for this choreography to take place. Here, unlike Parreno’s previous exhibitions, the visitors produce ‘a form as a crowd’ just as ice skaters produce an ellipse on the ice skating rink.

Parreno’s latest film Marilyn conjures up Marilyn Monroe through a phantasmagoric séance in a suite at the Waldorf Astoria hotel in New York, where she lived in the 1950s. Here, the image is taken from the point of view of the deceased Marilyn. The film reproduces Marilyn Monroe’s presence by means of three algorithms: the camera becomes her eyes, a computer reconstructs the prosody of her voice and a robot recreates her handwriting.

Artist Biography

Philippe Parreno rose to prominence in the 1990s, earning critical acclaim for his work, which employs a diversity of media including film, sculpture, performance, drawing and text. Parreno has sought to redefine the exhibition by exploring its possibilities as a coherent experience rather than as a collection of individual objects. He often scripts the exhibition using temporal and spatial sequencing to activate his works while guiding the visitor throughout the space. 

Curator Biography
Hans Ulrich Obrist is Co-Director of the Serpentine Gallery, London. Prior to this, he was the Curator of the Musée d’Art Moderne de la Ville, Paris. In 2012, he co-curated Jonas Mekas, Thomas Schütte: Faces and Figures, Yoko Ono: TO THE LIGHT, the Herzog & de Meuron and Ai Weiwei Pavilion and the Memory Marathon at the Serpentine Gallery, London; To the Moon via the Beach, LUMA Foundation, Arles; Lina Bo Bardi, Casa de Vidro, Sao Paulo. Obrist’s recent publications include: A Brief History of Curating, Project Japan: Metabolism Talks with Rem Koolhaas and Ai Wei Wei Speaks, along with new volumes of his Conversation Series.
(C) images: Philippe Parreno, Marilyn, 2012. © Garage Center for Contemporary Culture, Moscow, 2013. Courtesy: Garage Center for Contemporary Culture (GCCC).
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