Projeto Sonae \\ Serralves (2012)

08 Dezembro 2012 – 03 Março 2013

@ Museu de Serralves

Patrícia Dauder (Barcelona, 1973) e Carlos Bunga (Porto, 1976) são os artistas selecionados para a edição 2012 do Projeto Sonae | Serralves. Este projeto, que convida dois artistas, um de origem portuguesa e o outro internacional, para viverem e trabalharem na cidade do Porto, proporciona condições de produção de novas obras e a possibilidade das mesmas serem apresentadas numa exposição. Os dois artistas, durante a sua residência, no Porto, conceberam obras inéditas que serão apresentadas no restaurante e no átrio do Museu, respectivamente. 

Comissários: João Fernandes e Ricardo Nicolau

Patrícia Dauder, exposição do projecto sonae/ serralves, museu de serralves, 2012. cortesia da artista e do museu de serralves.

Patrícia Dauder, exposição do projecto sonae/ serralves, Museu de Serralves, 2012. cortesia do Museu de Serralves.

Patrícia Dauder desenhou um grande painel em que, recorrendo exclusivamente às potencialidades da grafite, acrescenta paisagem à vista privilegiada do Parque de Serralves a que os visitantes acedem a partir das janelas do restaurante. Além deste desenho de grandes dimensões, Patricia Dauder apresenta uma seleção de desenhos, pinturas e esculturas — meios em que a artista trabalha frequentemente — na Sala Multiusos, que permitirá ao público português, confrontado pela primeira vez com o seu trabalho,  conhecer as várias facetas da sua prática artística. Patrícia Dauder (Barcelona, 1973), artista catalã conhecida sobretudo pelos seus desenhos abstratos, simultaneamente rigorosos e orgânicos, combina desenho a grafite e pintura na sua intervenção para as paredes do restaurante, onde irão permanecer durante um ano. Na Sala Multiusos, também no quarto piso do museu, uma pequena mostra apresenta desenhos, pinturas e uma escultura da artista.
Carlos Bunga, exposição do projecto sonae/ serralves, museu de serralves, 2012. cortesia da artista e do museu de serralves.

Carlos Bunga, exposição do projecto sonae/ serralves, Museu de Serralves, 2012. cortesia do Museu de Serralves.

 
Carlos Bunga, artista português que vive e trabalha em Barcelona há vários anos, não expôe com regularidade, em Portugal, desde o início dos anos 2000, regressa a Serralves depois de aí ter vencido um importante prémio para jovens artistas em 2003. No átrio do Museu, Bunga decidiu enfatizar a verticalidade (trata-se de um dos locais do museu com maior pé-direito) e a funcionalidade (serve de ponto de encontro e de distribuição das pessoas para os vários equipamentos de Serralves, livraria, biblioteca, cafetaria, restaurante e galerias de exposição) do espaço. Através de uma enorme estrutura aí construída com materiais tão pouco nobres e perenes quanto vulgares (cartão e fita-cola), o artista converteu-o num lugar que convida à reunião, ao viver-em-conjunto — de caminho dialogando a um tempo com a ideia de ruína e com uma conceção de arquitetura, ortogonal e minimalista, herdeira direta dos modernismos do século XX. Carlos Bunga (Porto, 1976) reconhecido pelas instalações de grandes dimensões (recorrendo a materiais pobres, nomeadamente cartão e fita-cola, constrói autênticas arquiteturas, apesar de precárias e efémeras), confronta a arquitetura de Álvaro Siza Vieira, eminentemente modernista, com soluções arquitetónicas populares, frágeis, precárias. Em Serralves, o artista continua a questionar noções de arquitetura e habitabilidade, mas também as fronteiras entre pintura, escultura e instalação. No átrio do museu, uma autêntica praça interior, vamos todos poder experimentar a precariedade e os desafios bastante atuais do “viver em conjunto”.
 

O Projeto Sonae | Serralves resulta de uma parceria da Fundação de Serralves com a Sonae que, no âmbito da sua política de Responsabilidade Corporativa, procura promover a criatividade e a inovação, estimular novas tendências e aproximar a sociedade à arte. A edição deste ano incorpora uma novidade: a imagem que está já a ser utilizada na comunicação do projeto resultou de um concurso, que pretendeu promover jovens talentos nacionais na área do design, dinamizando a massa criativa e o empreendedorismo do país. Este concurso teve como objetivo a criação de um conceito gráfico para o projeto, incluindo logótipo. Do concurso saiu vencedora a proposta dos designers Margarida Vilhena, Filipe Cardigos e Sérgio Gameiro, agora adaptada a vários suportes como cartazes, mupis, convites, micro-site do projeto, entre outros.
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