Manuel Álvarez Bravo @ Jeu de Paume

Manuel Álvarez Bravo, Ondas de Papel, 1928. Épreuve gélatino-argentique tardive. Collection Colette Urbajtel / Archivo Manuel Álvarez Bravo, s.c. © Colette Urbajtel / Archivo Manuel Álvarez Bravo, s.c.

até 20 de janeiro de 2012 @ Jeu de Paume

The important thing in a photographer is his work, his sincerity, his ability to transcend the documentary to achieve human fulfillment … Manuel Álvarez Bravo

O trabalho fotográfico de Manuel Álvarez Bravo (México, 1902-2002), realizado durante oito décadas consecutivas, constitui um dos símbolos fundamentais da cultura mexicana do século XX. Foi, por muitos, considerado o artista mexicano mais importante desse século. Estranha e fascinante, a sua obra tem sido observada como produto imaginário de um país exótico ou como deriva excêntrica da avant-garde surrealista. Esta exposição no Jeu de Paume, em Paris, visa superar essas leituras superficiais.

Comissários: Laura González Flores e Gerardo Mosquera

Manuel Álvarez Bravo, Tríptico cemento 2 – La Tolteca, 1929. Épreuve gélatino-argentique d’époque. Collection Familia González Rendón.© Colette Urbajtel / Archivo Manuel Álvarez Bravo, s.c.

Manuel Álvarez Bravo foi um dos fundadores da fotografia moderna. O seu exercício de modernidade tem que ver com a procura de síntese, com o formalismo “construtivo” e a tendência à abstração, apontada, no início da sua carreira, e depois ignorada por algumas abordagens críticas que privilegiaram o carácter étnico (México) e a influência surrealista na sua obra. O seu sentido de movimento, de cinema e o seu testemunho sobre a modernização da Cidade do México, entre 1920 e 1930, não são menos importantes.

As 150 imagens seleccionadas, para esta exposição, destacam um conjunto específico de motivos iconográficos na obra de Manuel Álvarez Bravo e trazem um novo olhar sobre a mesma, sem reduzi-la a um conjunto de imagens icónicas, de leitura estereotipada, revelam aspectos pouco conhecidos  tornando-a actual e pertinente. A sua obra convoca um discurso poético, independente e coerente, desenvolvido ao longo do tempo. É, precisamente, o tempo que dá unidade ao tecido imaginário do artista. Por detrás dessas imagens, poéticas e perturbadoras, encontra-se uma intenção cinemática que explica a sua qualidade formal e a sua natureza sequencial.

Imagens estáticas de um filme – a exposição evoca esta proposta confrontando as imagens mais conhecidas com curtas-metragens experimentais, da década de 1960, reunidas a partir do arquivo de família. Igualmente, em exposição outra série de imagens de carácter cinematográfico, fotografias a cores e polaroids. Ao partilhar com o público o processo de experimentação do artista, este projeto tem como objetivo mostrar que a qualidade poética deste trabalho é o resultado de uma investigação permanente sobre a modernidade e a linguagem.

reflexões sobre a obra de Manuel Álvarez Bravo:

do editor mexicano Pablo Ortiz Monasterio

a viagem iniciática dos surrealistas no México por Olivia Speer

Manuel Álvarez Bravo, La hija de los danzantes, 1933. Épreuve au platine-palladium tardive. Collection Colette Urbajtel / Archivo Manuel Álvarez Bravo, s.c © Colette Urbajtel / Archivo Manuel Álvarez Bravo, s.c.

Manuel Álvarez Bravo, Los agachados (Les Courbés),1934. Épreuve gélatino-argentique tardive. Collection Colette Urbajtel / Archivo Manuel Álvarez Bravo, s.c © Colette Urbajtel / Archivo Manuel Álvarez Bravo, s.c.

Manuel Álvarez Bravo, Tres Pozos y Una Casa, 1935. Collection Colette Urbajtel / Archivo Manuel Álvarez Bravo, s.c © Colette Urbajtel / Archivo Manuel Álvarez Bravo, s.c.

Manuel Álvarez Bravo, De las Maneras de Dormir, 1940. Épreuve gélatino-argentique moderne. Collection Colette Urbajtel / Archivo Manuel Álvarez Bravo, s.c. © Colette Urbajtel / Archivo Manuel Álvarez Bravo, s.c.

Links:

Manuel Álvarez Bravo

Jeu de Paume

(C) imagens: cortesia de Jeu de Paume, Paris, 2012.

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