Plataforma Revólver (programação até novembro)

Catarina Mil-Homens “As coisas que eu sei (sem título #1), 2012, da exposição DIG DIG: Digging for Culture in a Crashing Economy @ Plataforma Revólver, imagem cortesia de Plataforma Revólver, 2012.

No próximo sábado, 20 outubro, na Plataforma Revólver, conversas e visitas comentadas às exposições: (16:30) Conversa com Patrícia Trindade, curadora da exposição DIG DIG: Digging for Culture in a Crashing Economy; (17:30) Visita comentada à exposição Coleção de Nomes e de Coisas por Andrea Brandão; (18:00) visita comentada à exposição O Sonho de Wagner. 

as exposições continuam até 4 novembro 

@ Plataforma Revólver

Alexandre Farto, “CONSOME-TE”, 2012, da exposição DIG DIG: Digging for Culture in a Crashing Economy @ Plataforma Revólver, imagem cortesia de Plataforma Revólver, 2012

PISO1 – DIG DIG: Digging for Culture in a Crashing Economy

Artistas: Alexandre Farto, Ana Rito, Ângelo Ferreira de Sousa, Catarina Mil-Homens, Hugo Barata, Louise Hervé & Chloé Maillet, Nuno Sousa Vieira, Rodolfo Bispo, Sara & André e Tom Jarmusch.

Curadoria de Patrícia Trindade
Perante o cenário sombrio que se tem vindo a desenhar, onde as únicas regras aplicadas são as do capital, a cultura ficará sempre em segundo plano. Contudo, no meio da penumbra, é fundamental encontrar luz ao fundo do túnel. Para isso, é preciso escavar: DIG DIG é uma proposta expositiva que pretende reflectir acerca do passado e futuro da cultura.

Haverá lugar para a produção artística no meio desta crise financeira? Qual o papel a desempenhar pelo artista nestas circunstâncias? Qual a posição da arte numa sociedade comandada pela direita? Perante o cenário sombrio que se tem vindo a desenhar, onde as únicas regras aplicadas são as do capital, a cultura ficará sempre em segundo plano. Contudo, no meio da penumbra, é fundamental encontrar luz ao fundo do túnel. Para isso, é preciso escavar.

Os artistas convidados mergulharam no universo de referências do século transato para as trazer a debate e as desconstruir, assumindo os trabalhos, na sua maioria sítio-específicos, como cápsulas do tempo. De um tempo em que a palavra cultura era sinónimo de civilização, de valores, de conhecimento, enfim, de um modo de vida.

Sara & André “Encontro de Sara com André”, 2012, da exposição DIG DIG: Digging for Culture in a Crashing Economy @ Plataforma Revólver, imagem cortesia de Plataforma Revólver, 2012.

Ana Rito “Petits Poèmes Visibles”, 2012, da exposição DIG DIG: Digging for Culture in a Crashing Economy @ Plataforma Revólver, imagem cortesia de Plataforma Revólver, 2012.

PISO2 – O Sonho de Wagner

Artistas: André Gomes, Inez Teixeira, Lluís Hortalà, Magali Sanheira, Manuel Valente Alves, Pauliana V. Pimentel, Pedro Cabral Santo, Rui Sanches e São Trindade.

‘I do not want art for a few anymore than I want education for a few, or freedom for a few’  

– William Morris (1834 – 1896)

São Trindade “A Orelha de Brünnhilde”, 2012 da exposição O Sonho de Wagner @ Plataforma Revólver, imagem cortesia de Plataforma Revólver, 2012.

Inez Teixeira “Do outro lado do espelho I”, 2012, da exposição O Sonho de Wagner @ Plataforma Revólver, imagem cortesia de Plataforma Revólver, 2012.

Curadoria de Victor Pinto da Fonseca
Lembrar o potencial e as possibilidades da arte, é romântico, num certo sentido. A exposição O Sonho de Wagner, retira o seu título ao documentário realizado em 2012 por Susan Froemke, sobre a magnífica produção de Robert Lepage da tetralogia de Wagner: O Anel de Nibelungo.O Anel de Nibelungo (1848-1874) refere como a sociedade se torna refém do poder e do dinheiro e, como isso é destrutivo… Objectivamente, esta alusão – actualmente -é extraordinariamente importante: nós podemos ver isto, no tempo presente; os problemas, os sonhos, são os mesmos que agora nos ocupam. A sociedade esqueceu-se do essencial, parecendo que a economia se tornou na medida absoluta de como nós ordenamos e ditamos o progresso e o desenvolvimento. É interessante lembrar como no nosso país já não é possível sonhar, empreender é impossível mesmo, sobretudo na arte! Paradoxalmente só a arte nos oferece tudo.

Rui Sanches “Sem título”, 2012, da exposição O Sonho de Wagner @ Plataforma Revólver, imagem cortesia de Plataforma Revólver, 2012.

PR PROJECT – Coleção de nomes e de coisas de Andrea Brandão

Reúno no meu ateliê uma série imensa de objectos. Entre curiosidades encontradas ou por mim fabricadas, esses objectos coabitam no espaço do ateliê e organizam-se numa matriz muito pouco metódica. Quase autónoma como estrutura, não fosse eu recusar-lhe esse valor. Gestos começados, suspensos, adiados pelo caminho ou a caminho, apenas apontados em cadernos, grandes projectos por afinar, por recomeçar, pequenos objectos, desenhos rápidos, concisos e inconcisos, livros e listas. Listas de palavras coleccionadas, listas de material, listas de afazeres e de deveres, de nomes, de livros. Livros por comprar, por ler, por sublinhar, por reler depois de se ter lido um outro.

Andrea Brandão, da exposição ‘Coleção de Nomes e de Coisas’ de Andrea Brandão, @ Plataforma Revólver, imagem cortesia de Plataforma Revólver, 2012.

E ainda: Joana Rosa – Roger Uttama

Anúncios