Gabriel Orozco . Asterisms

Deutsche Guggenheim

até 21.10.2012

instalação . escultura .  fotografia

O artista Gabriel Orozco reuniu milhares de objectos, a partir de detritos que recolheu de um campo de jogos perto de sua casa, em Nova Iorque, e de uma área costeira protegida em Baja California Sur, no México, que é, também, o repositório de resíduos industriais do Oceano Pacífico.

Assim, na exposição Asterisms, encontram-se dois corpos de trabalho que se confrontam e provocam, que oscilam entre o macro e o micro, invocando vários dos motivos recorrentes na obra deste artista – encontros poéticos com materiais mundanos e uma constante tensão entre natureza e cultura. 

Gabriel Orozco, Sandstars, 2012. © Gabriel Orozco. Cortesia do artista e do Deutsche Guggenheim.

A União Internacional de Astronomia (IAU) definiu os limites das constelações de acordo com coordenadas fixas no céu. Mas os astros não estão sujeitos a esses critérios científicos. Um asterismo é um grupo de estrelas que não está definido com essa exatidão, mas cujas linhas de conexão produzem uma imagem visível – objeto ou figura. Um asterismo, também, pode fazer parte de uma constelação específica, neste caso a Ursa Maior. Os signos dos zodíacos chinês, indiano, maia e do ocidental têm base em asterismos.

As imagens que vemos no céu são projeções subjetivas, além disso, as diversas culturas reconhecem sempre imagens diferentes. Asterisms (Asterismos) o título do trabalho, encomendado pelo Deutsche Guggenheim a Gabriel Orozco, dá expressão a essa necessidade humana de criar ordem no mundo.

Curadoria de Nancy Spector.

links: revista do museu

Gabriel Orozco, Sandstars, 2012. © Gabriel Orozco. Cortesia do artista e do Deutsche Guggenheim.

Gabriel Orozco (n. 1962, México) surge, no início da década 90, como um dos artistas mais intrigantes e originais da sua geração. Com um corpo de trabalho que é único no seu poder formal e rigor intelectual, Orozco circula livremente por vários meios: desenho, fotografia, escultura, instalação e pintura. De um projeto para outro, esbate a fronteira entre o objeto de arte e o objecto do quotidiano, misturando ‘arte’ e ‘realidade’, quer seja nos seus desenhos, feitos a partir de bilhetes de avião, ou nas suas esculturas construídas a partir de lixo recuperado.

Gabriel Orozco estudou na Escola Nacional de Artes Plásticas da Universidade Nacional Autónoma do México e no Circulo de Bellas Artes, em Madrid. A sua primeira exposição foi em 1983, expôs depois, a título individual, no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, em 1995 e 1998, na Serpentine Gallery em Londres, em 2004, e no Museo del Palacio de Bellas Artes, no México, em 2006, teve retrospectivas no Kunsthalle Zürich, em 1996-97, e no Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles, em 2000-01. Participou na Bienal de Veneza (1993, 2003 e 2005), na Bienal de Whitney (1997), e na Documenta X (1997) e XI (2002). Recebeu inúmeros prémios, destaque para o prémio Blue Orange (2006).

Gabriel Orozco, Astroturf Constellation, 2012. © Gabriel Orozco. Cortesia do artista e do Deutsche Guggenheim.

Gabriel Orozco, Sandstars, 2012. © Gabriel Orozco. Cortesia do artista e do Deutsche Guggenheim.

 

 

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