O Castelo em 3 Atos

Comissário: Paulo Cunha e Silva

Participantes: Adriana Molder, Ana Pérez-Quiroga, Filipa César, Fernanda Fragateiro, Gabriel Abrantes, Ibon Mainar, João Leonardo, João Louro, João Pedro Vale, João Onofre, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Miguel Palma, Rui Chafes, Yonamine, R2, Miguel Vieira Baptista, João Carrilho da Graça, Ivo M. Ferreira, Gonçalo M. Tavares, Mário Cláudio, José Eduardo Agualusa, José Avillez, Adriana Freire (entre outros).

14.04.2012 – Na Praça do duques de Bragança, Castelo de Guimarães.

O tema do Castelo é uma poderosa metáfora para agarrar as grandes questões contemporâneas. Pertinentemente, o Castelo é também o símbolo mais forte de Guimarães. Por isso, permite, simultaneamente, não escamotear uma realidade da cidade (que pela sua dimensão e presença iconográfica jamais o seria) e serve de pretexto para introduzir as grandes questões que agitam o nosso tempo. 

O Castelo é assim passado e futuro, raiz e utopia, origem e destino, fortaleza e palácio, unidade e diversidade. No imaginário nacional, o Castelo de Guimarães corresponde ao mito da origem, pelo menos da origem da nacionalidade. Questionar todas estas flutuações num momento em que Guimarães é Capital Europeia da Cultura é não só oportuno, como indispensável: a cidade que corporiza a referência nacional é, por desígnio externo e vontade própria, uma cidade europeia, uma capital da cultura. Passamos a vida a fazer castelos, muitos deles são de cartas outros de areia.
 
Nunca a questão da origem, que deveria ser uma questão resolvida, foi tão discutida. O programa organizar-se-á a partir da gestão de três fases que correspondem à relação do Castelo com o espaço (que controla) e o tempo (de sobrevivência) e é composto por uma série de propostas expositivas, conferências e eventos: 3 Atos: Assalto, Destruição, Reconstrução.
A seguir uma das propostas expositivas do Castelo em 3 Atos, o projecto Vórtice de Miguel Palma: