Unfinished Journeys

A exposição Unfinished Journeys inaugura hoje, em Oslo, Noruega, no National Museum of Art, Architecture and Design. Apresenta vários artistas de renome internacional. Bas Jan Ader, Francis Alÿs, Chantal Akerman, Knut Åsdam, Rosa Barba, Rui Calçada Bastos, Stanley Brouwn, Kristina Bræin, Tacita Dean, Marine Hugonnier, Isaac Julien, Runo Lagomarsino, Helen Mirra, Adrian Paci, Robert Smithson, Fiona Tan. Curadoria de Andrea Kroksnes e Sabrina van der Ley. A exposição está patente até 20.05.2012.

Rui Calçada Bastos, ‘Soundscape or attempt to reproduce the soundscape of the day before’, 2007 (cortesia do artista).

Rui Calçada Bastos presente com a peça ‘Soundscape or attempt to reproduce the soundscape of the day before’, 2007. Calçada Bastos nasceu em 1971, em Lisboa, Portugal. Vive e trabalha em Berlim e Lisboa. O seu trabalho está representado em numerosas colecções públicas e privadas, em Portugal, Espanha, Alemanha, Holanda e Suíça, entre outras. Participou em inúmeras exposições individuais e colectivas, a nível nacional e internacional. Mais informações sobre o seu trabalho, através deste link. Representado pela galeria Vera Cortês.

Marine Hugonnier, Travelling Amazonia, 2006. Fotografia: Nasjonalmuseet.

‘It is no longer possible for us to return home and stay.’

Viagens. Viagens intermináveis. Viagens em busca da nossa identidade e lugar no mundo. E o desejo. O desejo de pertença, de descoberta e de exploração. No século XXI, somos marcados por diferentes linguagens e padrões de socialização. Assim, a ideia de uma identidade enraizada ou de um conceito de identidade como essência e origem do sujeito têm de ser substituídos por uma noção de sujeito construída através dos caminhos que já percorreu. A identidade enquanto viagem inacabada. O título da exposição pode ser visto, assim, como uma metáfora para a construção da identidade. Muitos artistas lidam, eles próprios, com questões de identidade. As viagens que fazem a lugares reais e imaginários revelam uma vida em constante descoberta, no sentido literal e metafórico.

Rosa Barba, Outwardly from Earth’s Center, 2007.

A exposição é inspirada numa série de obras que o museu adquiriu recentemente, a saber: a instalação “Ten Thousand Waves” de Isaac Julien, a instalação “Abyss” de Knut Asdam; e o trabalho de Marine Hugonnier, “Travelling Amazonia”. Uma das peças centrais é a segunda parte de “In Search of the Miraculous” de Bas Jan Ader. Um projecto de pesquisa conceptual sobre ‘a viagem romântica’, ao estilo Bildungsroman. Neste contexto, a exposição tem uma abordagem existencialista, que lida com o último refúgio do romântico, utópico, idealista e milagroso. Isto pode parecer anacrónico nesta sociedade pós-pós-moderna. No entanto, estes motivos são escolhidos pelos artistas e escritores como essenciais à condição humana. Talvez a palavra portuguesa ‘saudade’ seja um termo mais adequado para captar os diversos aspectos desse peculiar desejo ou anseio de algo que não pode ser obtido, a busca melancólica do nosso lugar no mundo ou o nosso profundo desejo de plenitude.

Isaac Julien, Yishan Island, Voyage (Ten Thousand Waves), 2011. © Isaac Julien (Victoria Miro Gallery, London).

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