Bethan Huws

A Marriage in the King’s Forest, Film still, Courtesy of the artist © Bethan Huws & Dieter Association Paris, 2011

Bethan Huws | Filmes | Fundação Bawag | 8 Set – 20 Nov 2011

A obra de Bethan Huws (n. 1961, País de Gales, RU) está associada a movimentos  artísticos como o minimalismo e a arte conceptual, abrindo ao mesmo tempo um novo  precedente artístico que lhe pertence por inteiro. As obras da artista são fundamentalmente   escultóricas: criam lugares físicos concebidos como espaços de memória e reflexão.  A infância que Huws passou numa quinta no País de Gales constitui uma importante linha de  orientação do seu trabalho; a outra é um profundo questionamento da origem da arte, que a  levou a um processo de análise da linguagem e da obra de Marcel Duchamp. A prática artística  de Huws é baseada num complexo processo de reflexão que procura evitar qualquer determinação  unilateral. O tema dominante é a língua. O seu envolvimento intenso com as questões  linguísticas da obra gira em torno de modos de deslocação – de um espaço para outro,  de uma cultura para outra, de um meio para outro. Com esta abordagem consegue atualizar a  ideia original do conceito de arte para criar um espaço aberto que se situa entre todos os  meios, géneros e disciplinas, sem ter que se submeter às regras convencionais. O trabalho de  Bethan Huws “inclui texto, desenho, instalação, escultura, performance e filme. A exposição  no BAWAG apresenta os cinco filmes realizados, até ao momento, pela artista.

Singing for the Sea, 1993, é o primeiro filme de Huws. Reúne vozes de oito mulheres e o  movimento rítmico do mar numa coreografia assombrosa. Numa delicada baía as mulheres da  aldeia búlgara Bistritsa cantam para o mar.

ION ON, 2003, foi originalmente uma obra projectada para o Yorkshire Sculpture Park.   A cena do filme passa-se numa paisagem desolada de ruínas na Sardenha e nos campos à volta.   O filme explora a natureza da arte de Michelangelo. 45 cenas, diálogos inventados entre um   artista e um curador. Rico em pensamentos e alusões, o texto move-se através de uma variedade   de lugares e discursos, ficções e realidades.

The Chocolate Bar,  2006, é um curta-metragem, cujo argumento apresenta três personagens,   trés locais e diferentes perspectivas. O ator Rhys Ifans interpreta (ele próprio) e dois   outros personagens fictícios. O foco é a obra Bottle Rack de Duchamp. Uma reflexão sobre   Marcel Duchamp, a cultura do País de Gales e a falha de comunicação que ocorre, por vezes, no nosso quotidiano.

Fountain, 2009, fonte – símbolo do amor, da origem da vida. A fonte enquanto arquétipo de  muitos significados e dentro do contexto das alegorias e mitos. O som  da água a correr e  imagens de 49 belíssimas fontes romanas.

A Marriage in the King’s Forest, 2009, documenta o casamento de um jovem casal. Este ritual  social é apresentado através de snapshots: a chegada dos noivos, o corte da primeira fatia de bolo, a primeira dança dos recém-casados, filmado em Margate, Kent, RU.

textos e notas biográficas (fontes): Museu de Serralves e Fundação Bawag Fotografias: Fundação Bawag

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