João Louro: Boy Meets Girl | Girl Meets Boy

JL

19.10 – 24.11 (2013)

Solar | Galeria de Arte Cinemática (Vila do Conde)

Joao Louro apresenta uma exposição individual que parte do título de um filme de Leos Carax, “Leos Carax: “Boy meets Girl”.

Seguindo uma estratégia de alusão a ícones e referências cinematográficas, João Louro articula as suas memórias com as do imaginário coletivo, explorando dispositivos que relacionam vários meios, suportes e cargas semânticas. A Arte Cinemática surge nesta exposição como referência fundamental mas não exclusiva, desde logo através da apropriação do título do filme que lhe dá nome, mas sobretudo pela encenação criada pela presença dos objectos que transporta para o interior da galeria.

Joao Louro queria produzir uma obra de género “masculina” e outra obra “feminina” e juntá-las. Esse era o seu objectivo. E as obras principais desta exposição deveriam refletir esta intenção. Foi assim que surgiram “Stairs – The Most Beautiful Lady’s Names in the World” e “Curators Car Crashed – The Most Beautiful Men’s Names in the World”. Ambas contém inscrições de nomes: uma obra inscrita com nomes femininos; a outra inscrita com nomes masculinos. A obra feminina é um “painel-escada”, produzido a partir de um conjunto de escadas metálicas que, aparafusadas entre si, produzem uma grande superfície. Esse painel é forrado a alumínio, que veda os espaços entre os degraus. É nessas zonas que são inscritos em baixo relevo os nomes femininos: Farrah Fawcet, Ira Fustenberg, Berinthia Berenson, etc. Trata-se de um “painel-escada” por onde não se consegue subir e que serve de superfície de inscrição de nomes. A obra masculina é um automóvel acidentado, muito danificado, onde estão inscritos na superfície cicatrizada, os nomes masculinos: Ferdinand Porsche, Yves Saint Laurent, Howard Hughes, etc. São esses nomes as testemunhas do acidente.

Programa @ Solar, Galeria de Arte Cinemática, Vila do Conde

Dia de Inauguração – Sábado, 19.10.2013

18h00: Inauguração da exposição Boy Meets Girl / Girl Meets Boy  de João Louro

(inclui a instalação L.V. de Nuno da Luz no âmbito do projeto CAVE)

18h30: Performance de Nuno da Luz

19h00: Concerto de Frankie Chavez

Joao Louro nasceu em 1963 em Lisboa, onde vive e trabalha. Estudou arquitectura na Universidade de Lisboa e pintura na Ar.Co. O trabalho de João Louro integra pintura, escultura, fotografia e vídeo. Descendente natural da arte conceptual e minimal, João Louro procurou anular o paradigma romântico usando a importância e o papel do observador, que completa a obra de arte. Uma das principais preocupações do seu trabalho é a reorganização do mundo visual e o que a visualidade significa. Outra questão importante é a linguagem em todas as suas possibilidades e aspectos.

A especificidade da sua obra destaca-se pela forma como articula referências do imaginário coletivo, do cinema e do universo pop com questões relacionadas com a identidade e com as suas memórias individuais. No seu percurso artistico, João Louro tem utilizado a citação, assumida na sua obra através da apropriação formal ou nominal. O conjunto de referências de que se serve, simultaneamente pessoais e geracionais, exploram questões relacionadas com a linguagem, a escrita ou a história da imagem na cultura contemporânea.

Joao Louro foi convidado por Maria de Corral para participar na 51st International Art Exhibition da Biennale di Venezia. As mais recentes exposições incluem The Return of the Real 20 – João Louro, Museu do Neorealismo, Vila Franca de Xira (2012); Grand Prix, Galeria Fernando Santos, Porto (2011); In God We Trust, BES Arte & Finança, Lisboa (2011); If we want things to stay as they are, things will have to change, Appleton Square, Lisboa (2011); Smoke and Mirrors, Cristina Guerra Contemporary Art, Lisboa (2011); My Dark Places, MACRO – Contemporary Art Museum of Rome and The Great Houdini, Centro de Arte Contemporânea de Bragança (2010); The Hustler, Centro de Artes Visuais de Coimbra e Running with Bonnie & Clyde, Museu do Caramulo (2009); Johnny Cash, Roy Orbison e Elvis Presley, Galeria Fernando Santos, Porto e LA Confidential, Christopher Grimes, Los Angeles (2008); Big Bang, Cristina Guerra Contemporary Art, Lisboa (2007); InSite 05 – Art Practices in the Public Domain, San Diego/Tijuana (2005); Blind Runner, Centro Cultural de Belém, Lisboa (2004). O seu trabalho integra diversas colecções tais como Arco Collection Foundation, Madrid; Margulies Collection in Miami, Florida; Jumex Foundation in Mexico; Colecção da Fundação de Serralves (MACS) em Portugal, Colecção BES, Colecção António Cachola. É representado pela Galeria Cristina Guerra Contemporary Art em Lisboa, bem como pela Christopher Grimes Gallery em Los Angeles, EUA.

+ info:

Solar | Galeria de Arte Cinemática (Vila do Conde)

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