Mircea Cantor @ Centre Pompidou

“Hoje em dia, o essencial não é falar global, sendo, assim, conivente com as multinacionais, mas falar universal, que é o oposto de global. E é isso que a globalização tem vindo a destruir.” Mircea Cantor

Mircea Cantor, Sic Transit Gloria Mundi, 2012. Courtesy the artist, Yvon Lambert, Paris and Dvir Gallery, Tel Aviv. production still

Mircea Cantor

Prix Marcel Duchamp 2011

 Centre Pompidou

até 7 janeiro 2013

O artista Mircea Cantor (n. 1977, Roménia) ganhou a edição de 2011 do Prémio Marcel Duchamp, este prémio criado, em 2000, pela Adiaf (Associação para a Difusão Internacional da Arte Francesa) em parceria com o Centre Pompidou e a FIAC (Feira Internacional de Arte Contemporânea) visa a promoção e a projecção internacional de artistas que trabalhem, em França, no domínio da artes visuais. O prémio inclui um valor pecuniário de 35.000€ e uma exposição individual no Espace 315, do Centre Georges Pompidou, em Paris (França). Aqui mais informação sobre os restantes nomeados da edição 2011. O vencedor, da edição de 2012 foi a dupla artística Daniel Dewar & Gregory Gicquel, os nomeados foram: Valérie Favre (1959), Daniel Dewar & Gregory Gicquel (1976 and 1975), Bertrand Lamarche (1966), Franck Scurti (1967).
Os anteriores premiados:
2011 – Mircea Cantor 2010 – Cyprien Gaillard 2009 – Saâdane Afif 2008 – Laurent Grasso 2007 – Tatiana Trouvé 2006 – Philippe Mayaux 2005 – Claude Closky 2004 – Carole Benzaken 2003 – Mathieu Mercier 2002 – Dominique Gonzalez-Foerster 2001 – Thomas Hirschhorn

Mircea Cantor, Sic Transit Gloria Mundi, 2012. Courtesy the artist, Yvon Lambert, Paris and Dvir Gallery, Tel Aviv. production still.

“o princípio da incerteza”

Mircea Cantor trabalha com vários meios: vídeo, fotografia, desenho, escultura e instalação. A sua obra é minimal, poética e metafísica. Construções de matéria sensível, por vezes radicais mas sempre subtis. Um dos seus objectivos é criar obras abertas à multiplicidade de olhares e leituras, que se deixem contaminar pelo mundo contemporâneo, que se alimentem do real, das contradições humanas, através de um processo discursivo e de uma sobreposição de metáforas que entrem em harmonia ou em colisão. Na sua obra, o artista recorre a elementos de culturas antigas, não com um sentimento de nostalgia, mas de forma a analisar a importância desses símbolos do passado no tempo presente.

Para esta exposição, Mircea Cantor optou por apresentar quatro obras: Sic Transit Gloria Mundi, 2012; Epic Fountain, 2012; Dont’ judge, Filter, shoot, 2012 e Wind Orchestra, 2012, as duas últimas foram criadas, especificamente, para esta mostra. No vídeo Wind Orchestra, que abre a exposição, vemos uma criança (o seu filho) que brinca com facas, um jogo perigoso que faz alusão ao ‘eterno’ jogo da vida e da morte (ver aqui imagens desse vídeo). Na obra Epic Fountaino artista questiona a capacidade de transformação da humanidade. No filme Sic Transit Gloria Mundi, vemos uma jovem mulher, vestida de sacerdotisa, que ateia fogo às mãos de mendigos ajoelhados em círculo. Inspirado num dos rituais da cerimónia de coroação do Papa, onde se queima uma mecha de estopa, repetindo trés vezes Sic Transit Gloria Mundi, (assim passa a glória do mundo) esta obra faz referência à natureza transitória da vida e à inevitabilidade da morte. Dont’ judge, Filter, shoot, criada para esta exposição, é uma parábola da nossa capacidade de julgamento e discernimento.

Temáticas de inspiração humanista onde o princípio de incerteza é poética de vida, que desafia a morte e deseja transcender, numa espiral de transformação e renovação. Nascido em 1977, em Oradea, na Roménia, Mircea Cantor vive e trabalha em Paris. É representado pela galerias: Yvon Lambert (Paris), Magazzino (Roma) e Dvir (Tel Aviv).

Mircea Cantor, Wind Orchestra, 2012. Courtesy the artista, Yvon Lambert, Paris and Dvir Gallery, Tel Aviv. video still.

Mircea Cantor, Wind Orchestra, 2012. Courtesy the artista, Yvon Lambert, Paris and Dvir Gallery, Tel Aviv. video still.

Mircea Cantor, Wind Orchestra, 2012. Courtesy the artista, Yvon Lambert, Paris and Dvir Gallery, Tel Aviv. video still.

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