Slater Bradley | Galeria Filomena Soares

MELANCHOLIA

até 17 de novembro (2012)

A Galeria Filomena Soares apresenta, pela primeira vez em Portugal, uma exposição individual do artista norte-americano Slater Bradley, intitulada Melancholia

Slater Bradley (n. 1975, São Francisco, EUA). Licenciatura na University of California, Los Angeles, EUA. Vive e trabalha em Nova Iorque, EUA. É representado por: Max Wigram Gallery em Londres, Blum & Poe em Los Angeles e Galería Helga de Alvear em Madrid.

Slater Bradley, vista da exposição Melancholia na Galeria Filomena Soares, 2012. Imagem cortesia: Galeria Filomena Soares.

O trabalho que Slater Bradley tem desenvolvido, desde o início da sua carreira, reflecte, em grande medida, as condições de reconhecimento social – colectivo e individual – através da exacerbação do “eu” e ou da figura do “outro”. Esta pesquisa tem revelado fortíssimas imagens que questionam pertinentemente o lugar ou a responsabilidade do próprio artista na sua sociedade e, consequentemente, o lugar de cada um de nós perante determinado artista ou situação. Frequentemente, o artista intervém com pintura sobre imagens icónicas recolhidas de referências da cultura alternativa contemporânea, da cultura “pop” e dos anos 90. Ian Curtis, Michael Jackson, Kurt Cobain, entre outros, têm servido como alter-egos para uma clara procura da sua própria identidade. Como que, através destas históricas figuras da sua história, o artista questionasse as suas próprias características intrínsecas em confronto com a comunidade extrínseca que o recebe.

Slater Bradley, vista da exposição Melancholia na Galeria Filomena Soares, 2012. Imagem cortesia: Galeria Filomena Soares.

Na exposição na Galeria Filomena Soares, o artista parece desviar-se ligeiramente dos seus pressupostos inicias. As figuras públicas foram substituídas pela nudez de uma mesma mulher em diversas poses sensuais e intimistas. As fotografias são sujeitas a duas acções distintas: primeiro, são pintadas a marcador prateado e, posteriormente, amarrotadas. Se a primeira acção revela um desejo latente pela imagem e, necessariamente, pela retratada, a segunda poderá revelar uma desilusão ou uma vontade não concretizável. Desde modo, e sem conhecermos a história que está por detrás, podemos estar perante um dos trabalhos mais pessoais e íntimos do artista. Contudo e apesar de reflectir um mesmo pressuposto, esta perspectiva mais introspectiva, em detrimento do público, exponencia a reflexão sobre a identidade individual de cada um, onde que os acontecimentos pessoais são catalisadores de influências sobre a nossa forma de ver e de agir num futuro próximo. E a este sentimento se chama Melancolia.

nas imagens: obras de © Slater Bradley.

(C) cortesia do artista e da Galeria Filomena Soares.

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