José Loureiro – Luz sem Préstimo

Galeria Fernando Santos

22.09  –  03.11

A Galeria Fernando Santos apresenta a exposição “Luz sem Préstimo” de José Loureiro (Mangualde, 1961), esta é a sua segunda exposição individual na Galeria. A exposição anterior foi pautada pela apresentação de pinturas de grandes dimensões em superfícies mais ortodoxas, numa dinâmica de sobreposições, repetições, perspectivas, ritmos e tensões. Nesta mostra, assistimos a, e traçando um contínuo relativamente à exposição “Bosão de L” recentemente apresentada no Museu da Electricidade em Lisboa, uma fragmentação das superfícies numa exploração das suas múltiplas possibilidades.

José Loureiro, exposição  Luz sem Préstimo na Galeria Fernando Santos, 2012. Imagem cortesia da Galeria Fernando Santos.


José Loureiro prossegue – num abstracionismo cada vez mais depurado – o eterno questionamento em relação à pintura, mantendo, num processo quase obsessivo de rigor, a estrutura da pincelada – “onde reside a essência da pintura” – em jogos de opacidade, luz e sombra, cor, vazio e amplitude, matéria, densidade e espaço, que de imediato nos remetem para fenómenos da física. Quanto aos media, ao processo e ao posicionamento do artista perante a actualidade da pintura, estes são os habituais na sua obra, testemunhamos sim, agora, a uma derivação no que diz respeito aos seus desenvolvimentos formais. 

“Parti as telas grandes em telas muito fininhas no Verão de 2009, em Julho, antes de ir passar 15 dias aos Açores. O nome Priolo surgiu quando o vi escrito numa tabuleta do Pico da Vara, na ilha de São Miguel. Priolo é uma tela muito estreita e comprida com uma bordadura a negro e um interior constituído por uma única pincelada colorida, que começa num ponto e acaba nesse mesmo ponto. Depois de Priolo comecei a falar de Filamento ou Aro, dependendo da espessura da pincelada, até chegar à pincelada extra larga de Espinosa. Priolo, Filamento, Aro, Espinosa, tudo agora se mistura em Luz sem Préstimo.”

– José Loureiro, 2012