Noé Sendas | Desconocidas

> 27 de julho

Galeria Miguel Nabinho

Desconocidas destaca a atitude coleccionista que Noé Sendas sempre protagonizou no seu trabalho, partindo desta característica e subvertendo um lote de negativos, que pertencem à sua colecção de imagens de modelos femininos (Madrid, anos 40) captadas por fotógrafos anónimos. Noé Sendas lança sobre estas imagens novos significados e um outro modo de apresentação.

Noé Sendas desenvolve uma prática baseada nas políticas do coleccionismo. Nos  seus vídeos, esculturas e fotografias/ subverções fotográficas, reúne elementos da  alta cultura Ocidental com situações aparentemente banais e quotidianas, à semelhança de um DJ munido de um sampler, agrega-os no sentido de atribuir-lhes novos significados. 

Noé Sendas, Desconocidas nº 8, 1945-2012, Impressão Inkjet, preto e branco, (qualidade museu) | (40 x 30 cm) | tamanho da imagem Ed.2:2 + 2AP. Cortesia Galeria Miguel Nabinho.

Noé Sendas (Bruxelas, 1972) vive e trabalha em Berlim. Estudou no Ar.Co, em Lisboa, no Royal College of Arts, em Londres e no Art Institute of Chicago, participou, igualmente em várias residências artísticas, das quais destaca a realizada na Künstlerhaus Bethanien, em Berlim. O seu trabalho surge no panorama artístico no final da década de noventa. O processo criativo de Sendas radica num dispositivo intelectual assente num mecanismo de associação de materiais de proveniências diversas. Contudo, a lógica subjacente não é apenas a da apropriação, mas a da definição de uma outra autoria. Nos seus vídeos, esculturas, colagens e fotografias digitais, reconhecem-se, referências explícitas ou implícitas a múltiplos criadores, sobretudo do campo literário e cinematográfico. A este repertório de referências junta-se o estudo sistemático da auto-representação e preocupações específicas da reflexão e da prática das artes visuais. Refiram-se o corpo, enquanto entidade simultaneamente teórica e material, o constante questionamento dos mecanismos de percepção do observador ou o potencial discursivo dos métodos expositivos.

Participou em inúmeras exposições individuais e colectivas entre outras: na Yerba Buena for the Arts, USA, no Kunsthalle Bonn, Alemanha; na Akademie der Kunst, Berlim; no Le Plateau, Paris. Nos MEAIC/ Musac/ Fundação Botin/ Fundação ICO/ e Casa América em Espanha e em Museus e instituições Portuguesas: Fundação Calouste Gulbenkian, Museu Berardo, Museu Bordalo Pinheiro e Museu da Cidade em Lisboa; Culturgest, Porto; CAVE, Coimbra; Museu de Tavira, Algarve.

Link: aqui artigo de Filipa Oliveira para a artforum sobre Noé Sendas. 

Noé Sendas, Desconocidas (1945), Galeria Miguel Nabinho, 2012. Cortesia Galeria Miguel Nabinho.

Noé Sendas, Desconocidas nº 1, 1945-2012, Impressão Inkjet, preto e branco, (qualidade museu) | (40 x 30 cm) | tamanho da imagem Ed.2:2 + 2AP. Cortesia Galeria Miguel Nabinho.

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