Rosângela Rennó | Strange Fruits

Fotomuseum Winterthur (Suíça)

> até 19 de Agosto (2012)

Curadores: Isabel Carlos e Urs Stahel

Rosângela Rennó, Bananeira (Bananenbaum), 2006 Da série: Frutos estranhos, 2006, Courtesy Sammlung Sarmento, Estoril, Portugal, Foto: Thiago Barros © Rosângela Rennó.

Rosângela Rennó, Bananeira (Bananenbaum), 2006 Da série: Frutos estranhos, 2006, Courtesy Sammlung Sarmento, Estoril, Portugal, Foto: Thiago Barros © Rosângela Rennó.

A sociedade brasileira está a transformar-se, a um ritmo avassalador, mas em risco de perder a ligação com a memória do passado. A artista brasileira Rosângela Rennó tenta lutar contra essa perda apropriando-se de fotografias que encontra em arquivos públicos e privados. Essa utilização, de forma a compensar a perda de memória colectiva, é a força motriz do seu trabalho e uma ferramenta de luta contra a repressão e contra o vazio. De que serve um futuro sem passado?

Frutos estranhos é um exposição antológica de Rosângela Rennó que cobre vinte anos do seu trabalho. Através da fotografia, vídeo e instalação, a obra de Rennó alerta-nos, constantemente, para o uso da imagem fotográfica como dispositivo social e político e, simultaneamente, convoca uma nova perceção da fotografia dita comum ou de uso funcional (cadastros, álbuns de família, fotojornalismo). É uma cartografia – ou cartologia como diria Rennó – do modo como nos identificamos, ou somos identificados, como percepcionamos o mundo e que que forma nos relacionamos, passando, inevitavelmente, pela própria história da fotografia enquanto suporte e meio de comunicação.

Rosângela Rennó nasceu em Belo Horizonte, Brasil, 1962. Vive e trabalha no Rio de Janeiro. É formada em arquitectura pela Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte (1986), e em Artes Visuais pela Escola Guignard, Belo Horizonte (1987). Doutorada pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (1997). A artista é uma ‘recoletora’ de imagens de diversas proveniências, desde álbuns de família a fotografias, de jornais e de agências de informação, passando por obituários, fotos de identificação de arquivos ou ainda memórias turísticas. 

Esta exposição é uma colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian e foi exibida no CAM (Fundação Calouste Gulbenkian), em Lisboa, entre Fevereiro e Maio de 2012, com curadoria de Isabel Carlos.

(C) imagens: Cortesia da Fundação Calouste Gulbenkian, Fotomusuem Winterthur. 

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