Manifesta 9
A Manifesta 9 começa hoje, 2 de Junho, na Bélgica, na antiga mina de Waterschei, em Genk, Limburg. Pela primeira vez, na história desta Bienal, juntamente com a rigorosa e criteriosa selecção de arte contemporânea, será incluida uma colecção de obras de âmbito histórico e exibido o património mineiro da região de Genk. Realiza-se até 30 de Setembro de 2012. Links: agenda e eventos paralelos.
link: catálogo da exposição
O conceito desta nona edição – The Deep of the Modern, The Aesthetics of Coal and the Poetics of Restructuring – pretende criar um diálogo profundo entre a arte e a história. O ponto de partida é a ex-região mineira de Genk, na Bélgica, e os vários problemas ecológicos associados ao capitalismo industrial enquanto fenómeno global. The Deep of the Modern subdivide-se em três secções: Poetics of Restructuring (Poética de Reestruturação), The Age of Coal (A Idade do Carvão) e 17 Tons (17 Toneladas). Propõe a defesa da produção de arte e do conhecimento histórico como lugar de reflexão social, estético e de responsabilidade intergeracional. Nesse sentido, a exposição aborda a complexa mediação de obras de arte, imagens, informações históricas e instituições culturais na produção de formas modernas (pós-industrial) de pensar.
Curadores:
Cuauhtémoc Medina (n. 1965, Cidade do México, México)
Dawn Ades (n. 1943, Londres, Reino Unido)
Katerina Gregos (n. 1967, Atenas, Grécia)
Manifesta é a única bienal europeia de arte contemporânea itinerante e posiciona-se, a par da Bienal de Veneza e da Documenta de Kassel, como um dos eventos de arte mais importantes na Europa.
A Manifesta teve origem no início dos anos 90, em resposta às mudanças políticas, sociais e económicas do final da Guerra Fria e à consequente integração europeia. Apresentando-se como plataforma itinerante focada em estabelecer um diálogo de proximidade entre a arte e a sociedade europeia. Tornou-se, assim, uma estrutura móvel e flexível, em constante mudança, capaz de se reinventar e inovar. Para cada edição é convidado um curador diferente com o objectivo de estabelecer uma programação de forte carácter internacional. Desde 1996, a Manifesta esteve presente em: Roterdão, Luxemburgo, Ljubljana, Frankfurt, Donostia-San Sebastian, Trentino-Alto Adige e Murcia. Mantendo uma distância propositada dos centros de produção artística dominantes, procura novas direcções e novas práticas curatoriais, novos modelos de exposição e educação.
© imagens: cortesia Manifesta9.



