SP-ARTE 2012
Feira Internacional de Arte de S. Paulo
10 – 13 de maio
De 10 a 13 de Maio realiza-se a SP-Arte 2012 (Feira Internacional de Arte de S. Paulo). Presentes 110 galerias. Cerca de 2500 obras de arte dos melhores artistas da actualidade. Trata-se da maior feira de arte da América Latina, segundo a organização. Os países participantes são na sua maioria provenientes da América do Sul (Argentina, Brasil, Colômbia, Perú, Uruguai) e da Europa (Alemanha, Espanha, França, Portugal e Reino Unido) sendo a presença de Espanha a mais significativa. Da América do Norte, uma participação discreta dos EUA. E da Ásia o Japão.
De Portugal, duas presenças: Vera Cortês Art Agency, com a representação dos artistas portugueses: Alexandre Farto, Nuno da Luz e Rui Calçada Bastos. E a Galeria Filomena Soares.
Alexandre Farto (aka Vhils) – Lisboa, 1987
Vive e trabalha em Londres e Lisboa.
Estudou na Central Saint Martins (University of the Arts London), em 2008.
Além das exposições, na obra de Alexandre Farto tem especial relevância e impacto o trabalho desenvolvido no contexto da street art, quase sempre em intervenções site specific, em edifícios, ruínas, armazéns ou bairros sociais em Moscovo, São Paulo, Lisboa, Los Angeles, Bogotá, Beijing, Puglia and Xangai, entre muitas outras.
Nuno da Luz – Lisboa, 1984
Vive e trabalha em Berlim, Alemanha.
Estudou Design de Comunicação na Faculdade de Belas-Artes, em Lisboa. O seu trabalho debruça-se sobre acústica e ressonância como modos de activação e experiência de espaço e lugar, tomando a forma preferencial de instalações sonoras e material impresso, modos de recolha de conhecimento e uma tentativa – processo de o devolver. Mais recentemente, inaugurou a sua primeira exposição individual O nosso silêncio é um aviso / O nosso silêncio é sólido na Vera Cortês Art Agency (Janeiro 2012) e lançou o livro Zetetics, a Taxilogy of Pictorial Knowledge (ATLAS Projectos, Julho 2011), um livro acerca da ciência da pesquisa. Desde 2007, é co-editor da publicadora ATLAS Projectos, em parceria com André Romão e Gonçalo Sena (www.atlasprojectos.net) e, em 2009, foi um dos organizadores do ciclo de exposições e eventos estados-gerais (http://estadosgeraisinfo.blogspot.com) em Lisboa. Foi um dos seleccionados para o Prémio EDP Novos Artistas 2011, em Lisboa, e tem vindo a expor regularmente em Portugal e Alemanha, entre elas Como proteger-se do tigre:, XVI Bienal de Cerveira, V.N. Cerveira PT, Prémio EDP Novos Artistas, Museu da Electricidade, Lisboa PT, The Office, Kaiserpassage, Frankfurt a.M. DE, todas em 2011; in Sardegna tutto è tondo, Vera Cortês Art Agency, Lisboa PT, 2010; O Sol morre cedo, Pavilhão Branco, Lisboa PT, JENSEITS, enblanco, Berlin DE, e História do Futuro, Arte Contempo, Lisboa PT, todas em 2009.
Rui Calçada Bastos – Lisboa, 1971
Vive e trabalha em Berlim, Alemanha.
A prática de Rui Calçada Bastos envolve frequentemente elementos biográficos, cobrindo um terreno que abrange relações pessoais e/ou estados emocionais associados a pessoas, lugares, eventos e objectos. Nos seus vídeos, fotografias e esculturas, o artista desenvolve narrativas que oferecem uma visão elegíaca do mundo. Um outro marcado aspecto do seu trabalho é o constante jogo com os media a que recorre – do vídeo, à fotografia e ao desenho –, assim como com as formas de representação e seu significado inerente. A sua investigação tem-se centrado na relação entre eu e outro, interioridade e exterioridade, assim como numa reflexão acerca da distância mediada pela presença e a ausência. Rui Calçada Bastos procede a uma contínua variação de abordagem de modo a pôr em questão quaisquer noções fixas de auto-confiança e ancoragem.
© Imagens cortesia da Feira Internacional de Arte de S. Paulo.


