Zarina Bhimji (a poética do abandono)

Inaugura hoje, dia 19 de janeiro, na Whitechapel Gallery, em Londres, uma exposição de fotografia de Zarina Bhimji. Retrata um mundo sem pessoas, onde os protagonistas são paisagens e prédios assombrados por sucessivas histórias de vida. A Índia e África são os locais de eleição da artista para a sua incursão poética e antropológica sobre o abandono.

Esta exposição coloca em retrospectiva 25 anos de trabalho de Bhimji, que incluem, também, a estreia do seu aguardado filme Yellow Patch (2011) inspirado no comércio e imigração no oceano indico. A desolação dos palácios abandonados em Haveli e os escritórios coloniais do porto de Mumbai evocam uma atmosfera de deserto e mar. Em algumas das fotografias há vestígios da presença de pessoas, embora nunca estejam visíveis ao olhar do espectador. Somente os espaços físicos, alguns abandonados e em estado de degradação avançado onde se imaginam as muitas histórias ali vividas. Até 9 de março de 2012 na Whitechapel.

Zarina Bhimji nasceu em Mbarara, Uganda, em 1963. Os pais são naturais da Índia. Mudou-se para a Reino Unido, em 1974, dois anos após a expulsão de comunidade asiática do Uganda na época de Idi Amin. Foi seleccionada para o Prémio Turner em 2007.

Zarina Bhimji, Bapa Closed His Heart, It Was Over. 2001-2006. Courtesy the artist and DACS, London. Whitechapel Gallery 2012.

Zarina Bhimji. Shadows and Disturbances. 2007. Courtesy the artist and DACS, London. Whitechapel Gallery 2012.

Zarina Bhimji. Your Sadness is Drunk. 2001-2006. Courtesy the artist and DACS, London. Whitechapel Gallery 2012.

Zarina Bhimji. Out of Blue. 2002. 16mm film and transfer to DVD. Courtesy the artist and DACS, London. Whitechapel Gallery 2012.

Zarina Bhimji. Yellow Patch (2011). 35mm colour film and transfer to DVD. Courtesy the artist and DACS, London. Whitechapel Gallery 2012.

(C) imagens: Cortesia Whitechapel Gallery 2012.

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