Richard Hamilton (1922-2011)

Richard Hamilton, Four Self-Portraits  © Richard Hamilton. Courtesy The Estate of Richard Hamilton.

Richard Hamilton 

(24 fevereiro 1922 – 13 setembro 2011)

Richard Hamilton é conhecido por ter sido o ‘pai’ da “pop arte” e pelo seu contributo fundamental no redescobrimento da obra de Marcel Duchamp. Estudou na Royal Academy (1938-1949) e na Slade School de Londres (1938-1950) antes de expor, pela primeira vez, na galeria Gimpel Fils (Londres, 1950). Leccionou na Central School of Arts de Londres, em 1952, e mais tarde na Universidade de Durham onde criou com Victor Pasmore a cadeira de Basic Design (1953-1966).

A gravura foi uma das suas primeiras influências. Em 1953, Richard Hamilton descobre Marcel Duchamp e mostra um interesse especial por questões relacionadas com o movimento (Homme marchant, 1953) e com a máquina. Introduz depois a fotografia, nas suas obras, que foram comparadas a desenhos de engenharia (Homenagem à Chrysler Corp., 1957). Depois de ter realizado inúmeros esquissos do corpo feminino, inspirados por H. Moore (Pin Up Sketch III, 1960), passa a utilizar a banda desenhada como referência, o que virá a ser uma das influências reutilizadas e exploradas por parte dos pintores da Pop Art americana, como Lichtenstein.

Richard Hamilton foi um dos primeiros criadores de conceitos expositivos: ‘Growth and Form’, em 1951 (ICA, Londres); ‘Man, Machine and Motion’ (ICA, Londres), em 1955; e ‘This is Tomorrow’, em 1956 (Whitechappel Art Gallery, Londres). Na década de 50, foi, igualmente, um dos fundadores do célebre Independent Group, que reuniu, entre outros, Lawrence Alloway, Eduardo Paolozzi, James Stirling ou Nigel Henderson.

Em 1965, inicia a reconstrução do Grand Verre de Marcel Duchamp e organiza uma grande retrospectiva sobre este artista na Tate de Londres (1966). Desde então, o seu trabalha tem como base a fotografia, onde realça o grão, o contraste e cria efeitos de desfocagem. A partir dos anos 70, introduz aparelhagens de alta fidelidade e o computador na criação das suas obras, sofrendo, assim, a influência da tecnologia, sempre com o objectivo de elevar um objecto banal, do quotidiano, ao nível de uma obra de arte.

Richard Hamilton está representado em várias colecções: Tate (Londres), Guggenheim (Nova Iorque) ou o Stedelijk (Amsterdão).

Richard Hamilton, “Just What Was It That Made Yesterday’s Homes So Different, So Appealing?”,  © Richard Hamilton. Courtesy The Estate of Richard Hamilton

Richard Hamilton, I’m Dreaming of a Black Christmas, 1971,  © Richard Hamilton. Courtesy The Estate of Richard Hamilton

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