A essência da arte

Terre Vulnerabili, Hangar Bicocca, © Fotografia de Agostino Osio

‘O elo mais fraco da cadeia é também o mais forte porque pode quebrar a cadeia’

Esta frase de Stanislaw J. Lec lança o mote da exposição ‘Terre Vulnerabili’ em exibição na Fundação Hangar Bicocca, em Milão, até 17 de Julho. Metáfora de toda a exposição, onde os elementos se sucedem como consequência do outro.

As verdadeiras soluções vêm de baixo para cima. O anel frágil, que quebra a estrutura, narra a dinâmica de um grupo de trabalho e do processo que decorre até à obra final. O anel revela a sua força porque é o elemento fracturante, que cria e destroi, dando, assim, início a uma nova fase ou possibilidade de desenvolvimento. E por isso é, também, uma metáfora do próprio artista. A figura de “inadaptado” em relação às leis, aos padrões pré-estabelecidos e previsíveis. Frágil como a criatividade e lugar onde se pode revelar a essência da arte.  No instante frágil e crítico da reflexão, do olhar voltado para o mundo, ele altera paradigmas vigentes, descobrindo outras dimensões e utopias. Na sua vulnerabilidade e fragilidade, o artista realiza actos poderosos. 
Um projeto de Chiara Bertola com curadoria de Andrea Lissoni. 

Terre Vulnerabili, Hangar Bicocca, © Fotografia de Agostino Osio

(C) imagens: Hangar Bicocca.

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