A arte pode ser invisível?

Yves Klein in the Void Room (Raum der Leere), Museum Haus Lange, Krefeld, January 1961. © ADAGP, Paris and DACS, London 2012. Image courtesy Yves Klein Archives. Photo: Charles Wilp

Hayward Gallery

até 5 de agosto (Londres)

INVISIBLE: art about the unseen | 1957 – 2012

Artistas de diferentes movimentos e gerações

Invisible (Invisível) reúne obras, da segunda metade do século passado, que exploram ideias relacionadas com o invisível e trabalhos, de artistas contemporâneos, que reconsideraram esse conceito no seu modelo de criação artística.

Divertida, filosófica e participativa, nesta exposição há obras que se podem ver e outras que não, pelo menos de forma convencional, outras, ainda, convidam à participação, como o ‘Labirinto Invisível’ de Jeppe Hein. Dos planos utópicos de Yves Klein para uma “arquitetura de ar” ou do Campo de Energia (AM 130 KHz), de Robert Barry, de 1968 – que incentiva uma maior consciência do contexto físico da galeria – esta exposição estende-se por diversas práticas estéticas e preocupações.

LAI Chih-Sheng installing his work Life-Size Drawing as part of “Invisible: Art about the Unseen 1957-2012” at the Hayward Gallery, London.  Courtesy the artist and Hayward Gallery, Southbank Centre.

Muitas das obras, em Invisible, procuram desafiar as regras e convenções que moldam a nossa compreensão sobre o tema. Alguns dos trabalhos evocam o invisível com o objectivo claro de explorar os limites das nossas capacidades perceptivas e evidenciar o papel da nossa imaginação na leitura das obras de arte. Outras utilizam o invisível como metáfora de questões políticas e sociais, como a marginalização de certos grupos sociais. – Muitos significados e interpretações a partir do invisível – .

Artistas: Art & Language, Robert Barry, Chris Burden, James Lee Byars, Maurizio Cattelan, Jay Chung, Song Dong, Tom Friedman, Carsten Höller, Tehching Hsieh, Bruno Jakob, Yves Klein, Lai-Sheng Chih, Glenn Ligon, Teresa Margolles, Gianni Motti, Roman Ondák, Yoko Ono e Andy Warhol.

A Curse 1992- Witche’s Curse and Pedestal, by Harry Handelsman at The Hayward Gallery, London, England. Invisible: Art about the Unseen 1957 – 2012, (Photo by Bethany Clarke/Getty Images).

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