Alighiero Boetti: game plan

Alighiero Boetti. Io che prendo il sole a Torino il 19 gennaio 1969 (Me sunbathing in Turin 19 January 1969). 1969. 101 concrete stones, 69 11/16 x 35 7/16″ (177 x 90 cm). Private collection, Turin. © 2011 Artists Rights Society (ARS), New York/SIAE, Rome

MoMA

até 1 de outubro de 2012

“First of all I prefer thought. This is the basic thing. I really think manual skill is secondary. . . . It’s taking things from reality. Everything, however small and humble, always has a beginning and stems from reality.” Alighiero Boetti

Autoritratto (Self-Portrait). 1993 (1)

Autoritratto (Self-Portrait). 1993 (1)

Esta retrospectiva, organizada em colaboração com o Museo Reina Sofía, Madrid e a Tate Modern, Londres, é a maior apresentação, a nível internacional, das obras de Alighiero Boetti (Itália: 1940-1994). O artista nasceu, viveu e trabalhou em Turim, tendo, nos anos sessenta (1960) pertencido à comunidade de artistas, que originou o movimento arte povera, que incluía nomes como: Luciano Fabro, Mario Merz, Giulio Paolini e Michelangelo Pistoletto, entre outros. 

Alighiero Boetti (Italian, 1940-1994). Mappa (Map). 1971-72. Embroidery on linen 78 ¾ x 141 ¾” (200 x 360 cm). Glenstone. © 2012 Estate of Alighiero Boetti / Artists Rights Society (ARS), New York / SIAE, Rome

Organizada cronologicamente, esta exposição – game plan – abrange a totalidade da carreira de Boetti, começando com as peças escultóricas (ou objetos, como ele preferia chamar) construídos com materiais do dia a dia, incluindo madeira, papelão e alumínio. Esses objetos foram reunidos (muitos deles pela primeira vez desde a exposição de Boetti na Galleria Christian Stein, em Turim, em 1967) e instalados de acordo com essa apresentação original (1967). Embora, Boetti seja sobretudo associado ao movimento arte povera, esta exposição considera o seu trabalho numa perspectiva mais ampla e abrangente. Em 1969, Boetti começou a explorar noções de dualidade e multiplicidade – ordem/ desordem, viagem/ geografia – tendo dado início a um trabalho imaginário de lugares distantes através de postais e mapas. O trabalho intitulado ‘Viaggi Postali’ começou no verão de 1969, Boetti enviava esses postais a amigos, familiares e artistas, utilizando endereços imaginários, quando o envelope era devolvido, reenviava-o para outro lugar inexistente. Boetti criou, assim, várias viagens imaginárias para as pessoas que ele gostava e admirava. Noutra obra conceptual, relacionada com a anterior e realizada ao longo dos anos setenta (1970), Boetti enviou postais que retratavam um monumento da sua cidade natal (Turim) para outros lugares à volta do mundo.

Alighiero Boetti, Gemelli (Twins). 1968, Photomontage. 5 7/8 x 3 15/16″ (15 x 10 cm). Private collection. © 2012 Estate of Alighiero Boetti/Artists Rights Society (ARS), New York/SIAE, Rome.

A exposição reúne essas obras e outras relacionadas com viagens, geografia e cartografia, muitas das quais relacionadas com as suas extensas viagens ao Afeganistão onde realizou ‘Hotel One’ de 1971 até à invasão soviética em 1979. Durante este período, Boetti começou a trabalhar com os artesãos locais para a produção de bordados, como o Mappas (mapas), Arazzi (quadrados de palavras) e Tuttos (tudo). 

“For me, the work on the embroidered maps achieved the highest form of beauty. For the finished work, I myself did nothing, in the sense that the world is as it is (I didn’t draw it) and the national flags are as they are (I didn’t design them). In short, I did absolutely nothing. What emerges from the work is the concept.” Alighiero Boetti

Alighiero Boetti, La Mole Antonelliana. 1970–75, Postcards. Each: 5 7/8 x 3 15/16″ (15 x 10 cm). Colombo Collection, Milan. © 2012 Estate of Alighiero Boetti/Artists Rights Society (ARS), New York/SIAE, Rome. Photo © Giorgio Colombo, Milano.

Outro aspecto importante da obra de Boetti é o desenho, sempre presente ao longo da sua carreira. O monumental ‘Biro’, desenho de 1973, com o título “Mettere a mondo il mondo (Trazendo o mundo para o mundo)” aponta para algumas das ideias inspiradoras e fundamentais da sua prática: a de que o artista, não inventa nada de novo, traz, simplesmente, o que vê no mundo para o seu trabalho, assim todo ‘o mundo’ é a base de trabalho do artista. Esta exposição celebra a diversidade de materiais, a complexidade de conceitos e de ideias e a beleza visual do seu trabalho, mostrando que ele foi um dos artistas mais importantes e influentes da sua geração. link: site da exposição.

Alighiero Boetti,, Dicembre 1983 (December 1983). 1983, Pencil on paper on canvas. 39 1/8 x 50″ (99.4 x 127 cm). The Museum of Modern Art, New York. The Judith Rothschild Foundation Contemporary Drawings Collection Gift © 2012 Estate of Alighiero Boetti/Artists Rights Society (ARS), New York/SIAE, Rome

Alighiero Boetti, Tutto (Everything). 1992–93, Embroidery on cloth. 65 3/4 x 135 13/16″ (167 x 345 cm). Private Collection, Rome © 2012 Estate of Alighiero Boetti/Artists Rights Society (ARS), New York/SIAE, Rome.

(1)

Autoritratto (Self-Portrait). 1993
Bronze and electrical and hydraulic attachments. 80 x 37 x 20″ (203.2 x 94 x 50.8 cm). The Rachofsky Collection © 2012 Estate of Alighiero Boetti/Artists Rights Society (ARS),