The Gallery of Lost Art

Marcel Duchamp, Fountain, 1917.

Marcel Duchamp, Fountain, 1917.

1917: ‘Fountain’ por Marcel Duchamp (pseudónimo R. Mutt) - perdida - esta icónica peça foi rejeitada na exposição, Society of Independent Artists, 1917, em Nova Iorque e perdida de seguida, outras réplicas foram feitas em 1950 e assinadas por Duchamp.

The Gallery of Lost Art (um projecto Tate) é uma exposição online que conta a história de obras de arte desaparecidas, destruídas, roubadas, rejeitadas, censuradas ou daquelas cuja natureza era efémera. Algumas das mais significativas peças, dos últimos cem anos, desapareceram.

Esta mostra virtual explora as circunstâncias, uma vezes banais outras extraordinárias, dessas histórias, através de imagens de arquivo, entrevistas, filmes, blog, ensaios e outras iniciativas que completam a mostra de mais de 40 artistas, do século XX: Marcel Duchamp, Joan Miró, Williem de Kooning, Tracey Emin, entre muitos outros. 

Segundo a curadora da exposição, Jennifer Mundy, a história de arte é a história daquilo que sobrevive, os museus, de uma forma geral, contam histórias através de objectos existentes nas suas colecções. Esta exposição é sobre obras que deixaram de existir. O projecto tem a duração de um ano, após o qual, também, é extinto. Inaugurou, no passado dia 2 de julho, com um conjunto de 20 trabalhos aos quais, todas as semanas e durante seis meses, é adicionado mais um, até a exposição ficar completa.

Alguns exemplos: 

Bas Jan Ader, In search of the miraculous, 1973-1975, performance.

1975: Bas Jan Ader, ‘In search of the miraculous’, 1973-1975, performance, - não concluída - em 1975 Ader desapareceu no mar quando tentava atravessar o oceano, num barco à vela, em direcção aos EUA, como parte do projecto ‘In search of the miraculous’.

Tracey Emin, Everyone I Ever Slept With (1963-1995), 1995.

1995: Tracey Emin, ‘Everyone I Ever Slept With (1963-1995)’, 1995 - destruída - esta instalação foi adquirida por Charles Saatchi e destruída num incêndio que ocorreu, em 2004, no armazém do colecionador (mais de 100 obras de arte foram consumidas nesse incêndio). Posteriormente, Saatchi sugeriu que Emin recriasse esse trabalho, oferta que ela recusou alegando que o seu estado de espírito não era o mesmo da altura e, por isso, não iria conseguir reproduzir as mesmas emoções.

Lucian Freud, Francis Bacon, 1952, oil on copper, 17.8 x 12.8 cm.

Lucian Freud, Francis Bacon, 1952, oil on copper, 17.8 x 12.8 cm.

1952: o retrato do artista Francis Bacon pelo pintor Lucian Freud - roubado - o quadro encontrava-se em exposição num galeria em Berlim e foi roubado durante dia, Lucian Freud ficou bastante infeliz com esta perda. O roubo, ainda hoje, permanece um mistério.

© imagens cortesia: The Gallery of Lost Art, Tate.