The Gallery of Lost Art
The Gallery of Lost Art (um projecto Tate) é uma exposição online que conta a história de obras de arte desaparecidas ou porque foram destruídas, roubadas, rejeitadas, censuradas ou porque a sua natureza era efémera. Algumas das mais significativas peças, dos últimos cem anos, desapareceram e só podem ser vistas através desta galeria.
Esta mostra virtual explora as circunstâncias, uma vezes banais outras extraordinárias, dessa perda, através de imagens de arquivo, entrevistas, filmes, blog, ensaios e outras iniciativas que completam a mostra de mais de 40 artistas, do século XX, a saber: Marcel Duchamp, Joan Miró, Williem de Kooning, Tracey Emin, entre muitos outros.
Segundo a curadora da exposição, Jennifer Mundy, a história de arte é a história do que sobreviveu, os museus, de uma forma geral, contam histórias através de objectos existentes nas suas colecções. Esta exposição é sobre trabalhos que não podem ser vistos porque deixaram de existir. O projecto tem a duração de um ano, após o qual, também, é extinto. Inaugurou, no passado dia 2 de julho, com um conjunto de 20 obras às quais, todas as semanas e durante seis meses, é adicionado mais um trabalho, até a exposição ficar completa. Alguns exemplos:
1917: ‘Fountain’ por Marcel Duchamp (pseudónimo R. Mutt) - perdida - esta icónica peça foi rejeitada na exposição, Society of Independent Artists, 1917, em Nova Iorque e perdida de seguida, outras réplicas foram feitas em 1950 e assinadas por Duchamp.
1952: o retrato do artista Francis Bacon pelo pintor Lucian Freud - roubado - o quadro encontrava-se em exposição num galeria em Berlim e foi roubado durante dia, Lucian Freud ficou bastante infeliz com esta perda. O roubo, ainda hoje, permanece um mistério.
1975: Bas Jan Ader, ‘In search of the miraculous’, 1973-1975, performance, – não concluída - em 1975 Ader desapareceu no mar quando tentava atravessar, à vela, o oceano em direção aos EUA, como parte do projecto ‘In search of the miraculous’.
1995: Tracey Emin, ‘Everyone I Ever Slept With (1963-1995)’, 1995 – destruída – esta instalação foi adquirida por Charles Saatchi e destruída num incêndio que ocorreu, em 2004, no armazém do colecionador (mais de 100 obras de arte foram consumidas nesse incêndio). Posteriormente, Saatchi sugeriu que Emin recriasse esse trabalho, oferta que ela recusou alegando que o seu estado de espírito não era o mesmo da altura e, por isso, não iria conseguir reproduzir as mesmas emoções.
© imagens cortesia The Gallery of Lost Art, Tate.



