Roland Petit

Roland Petit (1924 – 2011). Uma carreira extraordinária. Em 1933, com 9 anos, entra na ‘Escola de Dança da Opera de Paris’. Em 1940 é convidado a fazer parte do corpo de dança da ‘Opera de Paris’. Com 20 anos demite-se da ‘Opera’ e apresenta as suas primeiras coreografias no Teatro Sarah Bernhardt. Em 1945, cria a Cª ‘Ballets des Champs-Élysées’: “Les Forains”, “Le Rendez-Vous”, seguidos de “Jeune Homme et la Mort” onde reune escritores; (Boris Kochno, Jacques Prévert, ou Jean Cocteau), cenógrafos (Christian Bérard, Picasso, Brassaï, Georges Wackhevitch) e compositores (Henri Sauguet ou Joseph Kosma), afirmando uma concepção teatral da dança, à qual Roland Petit permanecerá fiel. Em 1948, deixa a cª ‘Ballets des Champs-Élysées’ e funda ‘Ballets de Paris – Roland Petit’. Coreografa “Carmen” e “Ballabile”,  em Londres, esta última para o “Royal Ballet de Londres”. No ano de 1951, “Les demoiselles de la nuit” e “Le Jeune Homme et la mort” entram para o repertório do ‘American Ballet Theater’ e a estreia tem lugar no ‘Metropolitan Opera House de NY’. Em Londres, colabora com Orson Welles na “The Lady in the Ice” (1953). Começa uma carreira internacional: Hollywood convida-o durante 4 anos: “Hans Christian Andersen” (com Zizi Jeanmaire e Dany Kaye) em 1952, “Daddy long legs” (com Fred Astaire e Leslie Caron) em 1954, “Anything Goes” (com Zizi Jeanmaire e Bing Crosby) em 1955. Depois de regressar dos EUA, dirige várias produções em Paris. Em 1960, é convidado a repor “Carmen” no ‘Royal Ballet de Copenhague’  realizando 500 espectáculos. Após várias digressões com ‘Ballets de Paris’ é convidado para a ‘Opéra de Paris’, 20 anos depois de ter saído. De 1967 a 1969, dirige várias coreografias no ‘Royal Ballet de Londres’ para Rudolf Nureyev e Margot Fonteyn e no ‘La Scala de Milão’ também com Rudolf Nureyev e Luciana Savignano. Segue-se a  direcção da ‘Opera de Paris’ (só por 6 meses), ‘Casino de Paris’, ‘Opera Municipal de Marseille’ que em 1981, fica com o nome de “Ballet National de Marseille-Roland Petit”, e percorre o mundo. Roland Petit cria inúmeras obras para essa companhia. Em 1981, “Carmen” é representada pelo ‘American Ballet Theater’, com a direcção de Mikhail Baryshnikov, estreia no ‘Kennedy Center for the Performing Arts’ de Washington com: Natalia Makarova (Carmen), Mikhail Baryshnikov (Don Jose), Victor Barbee (Escamillo). Roland Petit continuará a colaborar com as seguintes companhias: Marseille, Ballet da Opera de Paris, American Ballet Theater, Staats-oper e o Deutch-oper de Berlin, Scala de Milão, Casino de Paris, Bouffes du Nord, Zenith, Teatro Studio de Milão. Em 1992, inaugura a Escola Superior de Dança de Marseille. Em 1998, deixa o Ballet Nacional de Marseille. A partir daí continua a criar novos espectáculos e a repor outros nos seguintes locais: Le Ballet de l’Opéra de Paris, Le San-Francisco Ballet, Asami Maki Ballet à Tokyo, le Teatro Colon de Buenos Aires, la Scala à Milan, le K. Ballet Company de Tetsuya Kumakawa em Tokyo, Ballet National de Nancy, Ballet du San-Carlo de Napoles, Compagnie du Maggio Fiorentino em Florença, New National Theater de Tokyo,  Opera de Paris, Opera da Bastille, Tokyo Asami Maki Ballet, Teatro Bolchoï, Auditório de Saint Germain des Prés à Paris, Teatro Jean Vilar de Suresnes, K-Ballet Company, Ballet Nacional Chinês de Pékin, Teatro Champs Elysées, Digressão pela Asia (Shanghaï, Taipeï, Hong-Kong, Tokyo Nagoya,Hiroshima, Fukuoka, Sapporo, Marioka, Osaka, Yokohama), Mégaron Teatro de Atenas, Grande Teatro de Genève, Palácio das artes Reina Sofia, Ballet da Opera de Viena, Opera Municipal do Rio de Janeiro, Novosibirtz (Sibérie), entre muitos outros.

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